Frutas e flores num mesmo galho e com um belíssimo céu lilás para dar o tom. Que bom que esta pitangueira está na calçada para que eu pudesse vê-la. E está conseguindo se salvar de coletores brutos de frutas, está bem inteira. Que bom!
Todo empezó dando color a paisajes de Brasil. Ahora le toca a la Argentina. Elena Soboleff Paisajismo :: Soluciones a medida para cualquier medida ::
Frutas e flores num mesmo galho e com um belíssimo céu lilás para dar o tom. Que bom que esta pitangueira está na calçada para que eu pudesse vê-la. E está conseguindo se salvar de coletores brutos de frutas, está bem inteira. Que bom!
Composição: Lenine e Dudu Falcão
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não)
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não pára não)
A vida não pára
Com uma rotina que envolve trânsito, poluição, correria e muito concreto, é fundamental para a saúde mental dos paulistanos – e de todos os moradores de grandes cidades – ter seus momentos de lazer e de contato com a natureza. Em uma cidade sem praia, nada melhor do que usufruir das praças e parques – espaços públicos, a que todos podem ter acesso, passear com a família, reunir amigos, conhecer novas pessoas e desfrutar de uma paisagem mais verde.
Em evento realizado no dia 14 de agosto, na Editora Abril, quatro especialistas falaram um pouco da situação de nossos espaços públicos de convivência e apontaram soluções – já em andamento – para a preservação e melhoria das praças e parques de São Paulo.
Eduardo Jorge, secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, falou sobre o Programa 100 Parques para São Paulo, uma iniciativa da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que prevê um total de 100 parques para o município até o ano de 2012.
O secretário comentou que, em 2005, a cidade contava com 33 parques. Desde então, outros dez foram construídos e mais vinte e três estão em fase de implementação. Trinta e quatro novas áreas já foram desapropriadas com a intenção de serem transformadas em parques nos próximos anos e outras 32 áreas estão em fase de negociação e pode ser que também sejam destinadas ao Meio Ambiente.
No último ano, dos quase R$315 milhões que compõem o orçamento da secretaria, cerca de R$50 milhões foram investidos em parques lineares, áreas verdes próximas às várzeas dos rios que, além de se constituírem como espaços de lazer, impedem as enchentes e a invasão imobiliária sobre as águas. De acordo com Eduardo Jorge, a intenção é conseguir mais R$200 milhões junto ao FUNDEMA – Fundo de Defesa do Meio Ambiente para investir nessa mesma tendência no ano que vem.
Um modificação na dinâmica de escolha dos responsáveis pela manutenção e administração dos parques já trouxe vitalidade para esses espaços. Anteriormente, os cargos eram nomeados por vereadores, mas, este ano, foi lançado um edital para a seleção dos profissionais, para o qual mais de duas mil pessoas com nível universitário e experiência em gestão ambiental se inscreveram. “Foi um grande salto administrativo”, garante Eduardo Jorge. Outro quesito que mereceu investimento foi a segurança dos parques municipais. Atualmente, todos eles contam com segurança privada, o que consome R$18 milhões do orçamento da secretaria.
Durante o encontro, o secretário Eduardo Jorge também anunciou o lançamento, previsto para o dia 28 de agosto, do Programa Zeladores, que consiste em contratar moradores do entorno de praças que estejam desempregados e treiná-los para que façam a manutenção desses espaços de convivência. Inicialmente, será feita uma experiência com 40 pessoas, que deve se expandir se o programa funcionar bem. Atualmente, a cidade conta com cerca de 5.500 praças, administradas pelas 31 subprefeituras do município.
O secretário ainda aproveitou para comentar sobre o projeto, em parceria com a Secretaria de Saneamento e Energia, de construção de 44 km de ciclovias, ligando a USP - Universidade de São Paulo à represa de Billings. Para o começo do ano que vem, ele diz que 12 km já devem estar em funcionamento.
Eduardo Jorge falou sobre a importância de se estabelecer parcerias entre a área de meio ambiente e outras áreas que recebam mais investimento público, como Saúde e Educação. Atualmente, 1,5% do orçamento do município cabem à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O número pode parecer irrisório, mas já foi pior. Em 2005, apenas 0,4% da verba tinha esse destino, número, aliás, que permanece inalterado no âmbito federal.
Regina Monteiro, diretora de Meio Ambiente e Paisagem Urbana da Empresa Municipal de Urbanização e responsável pela redação da lei Cidade Limpa, salientou também a importância de parcerias público-privadas para o desenvolvimento de projetos que tragam benefícios para a população.
Um exemplo disso é a própria lei Cidade Limpa, que, como explica Regina, procura canalizar o montante de dinheiro das empresas destinado à publicidade, para projetos que visem à melhoria da qualidade de vida nas cidades. Em vez de outdoors espalhados por todos os cantos poluindo a cidade visualmente, placas discretas em canteiros, praças e parques com o logo de empresas que cuidam daquele espaço ou desenvolvem algo de interesse público ali. No entanto, segundo a diretora, ainda há muitas arestas a serem acertadas quando se trata de parcerias, que vão desde o tamanho do nome das empresas nas placas até a contrapartida necessária.
Regina ainda falou sobre a legislação de ocupação urbana. No começo do século 20, a lei já previa que 20% dos terrenos fossem mantidos livres, mas a falta de fiscalização fez com que os proprietários começassem a incorporar as negas. Em 1979, a legislação se tornou mais específica e o loteador passou a ser obrigado a deixar 15% do terreno para áreas verdes, 20% para o sistema viário e 5% para escolas, creches e outras construções públicas. Ainda assim, esses limites não são respeitados atualmente.
Sun Alex, arquiteto e urbanista e autor do livro "Projeto da Praça - Convívio e Exclusão no Espaço Público" apresentou um pouco da pesquisa que realizou para sua tese de doutorado na USP, em que analisa como a construção de praças têm cometido equívocos nas últimas décadas, já que, em sua maioria, não cumprem o objetivo principal, que é de se integrar perfeitamente à arquitetura do entorno e servir como um espaço público de convivência e de fácil acesso, e do qual as pessoas se sintam no direito de usufruir.
Ele explica que, como no Brasil possuímos um projeto automobilístico, que não prioriza os pedestres, a praça, muitas vezes, bloqueia a passagem, impedindo a continuidade da visão da cidade para quem caminha. Como exemplo, Sun citou a Praça Roosevelt, em São Paulo, que é elevada, se separa da rua e se destaca do espaço urbano.
Outra crítica do arquiteto foi em relação à maneira como lidamos com a segurança, enchendo o espaço público de grades e placas, que poluem o visual e intimidam as pessoas. Para ele, as praças deveriam refletir a mistura, a diversidade do entorno. Sun ainda alerta para o fato de que muitas praças utilizam o verde apenas como uma retórica ecológica e de sustentabilidade e acabam criando locais sinistros, impedindo a livre circulação das pessoas.
Para ele, a cidade precisa resgatar o eixo e o sistema de circulação de pedestres, sendo fundamental repensar, inclusive, a largura das calçadas, cuja obrigatoriedade já foi de 2 metros e meio e hoje não passa de um metro e vinte e cinco. Sun diz que o ideal seriam três metros de calçada para facilitar a acessibilidade.
Márcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, lembrou a situação da floresta: bioma mais ameaçado no país e segundo, no mundo, presente em 17 estados brasileiros e com influência direta sobre a vida de mais de 122 milhões de habitantes. Depois de passar pelos ciclos do pau-brasil, do café, do ouro e da cana, sofrer com a era industrial e com a ocupação urbana, a Mata Atlântica tem apenas 7,26% de sua cobertura original e está extremamente fragmentada. Ainda assim, a população mal sabe dizer onde esse bioma se localiza geograficamente ou qual a sua importância – a Mata Atlântica é fundamental para a preservação da biodiversidade, o equilíbrio do microclima, a garantia da permeabilidade do solo e a diminuição da poluição. Por conta da Serra do Mar, cujo relevo dificulta a exploração do terreno, a área original, no estado de São Paulo, é um pouco maior, de 16%.
A diretora disse que vê com bons olhos as parcerias entre ONGs, poder público e privado. Como um exemplo bem sucedido, ela citou o Click Árvore – programa da SOS Mata Atlântica e do Grupo Abril que promove o reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica, em que cada clique se transforma no plantio de uma árvore. Até agora, mais de 15 milhões de mudas foram plantadas.
Para ela, o cidadão precisa se apropriar das praças e parques, pois além da importância desses espaços para a saúde física e mental da população, eles ajudam a criar, em cada um de nós, uma consciência maior de preservação ambiental.
Leia também:
Evento debate praças e parques de São Paulo
Com uma rotina que envolve trânsito, poluição, correria e muito concreto, é fundamental para a saúde mental dos paulistanos – e de todos os moradores de grandes cidades – ter seus momentos de lazer e de contato com a natureza. Em uma cidade sem praia, nada melhor do que usufruir das praças e parques – espaços públicos, a que todos podem ter acesso, passear com a família, reunir amigos, conhecer novas pessoas e desfrutar de uma paisagem mais verde.
Em evento realizado no dia 14 de agosto, na Editora Abril, quatro especialistas falaram um pouco da situação de nossos espaços públicos de convivência e apontaram soluções – já em andamento – para a preservação e melhoria das praças e parques de São Paulo.
Eduardo Jorge, secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, falou sobre o Programa 100 Parques para São Paulo, uma iniciativa da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que prevê um total de 100 parques para o município até o ano de 2012.
O secretário comentou que, em 2005, a cidade contava com 33 parques. Desde então, outros dez foram construídos e mais vinte e três estão em fase de implementação. Trinta e quatro novas áreas já foram desapropriadas com a intenção de serem transformadas em parques nos próximos anos e outras 32 áreas estão em fase de negociação e pode ser que também sejam destinadas ao Meio Ambiente.
No último ano, dos quase R$315 milhões que compõem o orçamento da secretaria, cerca de R$50 milhões foram investidos em parques lineares, áreas verdes próximas às várzeas dos rios que, além de se constituírem como espaços de lazer, impedem as enchentes e a invasão imobiliária sobre as águas. De acordo com Eduardo Jorge, a intenção é conseguir mais R$200 milhões junto ao FUNDEMA – Fundo de Defesa do Meio Ambiente para investir nessa mesma tendência no ano que vem.
Um modificação na dinâmica de escolha dos responsáveis pela manutenção e administração dos parques já trouxe vitalidade para esses espaços. Anteriormente, os cargos eram nomeados por vereadores, mas, este ano, foi lançado um edital para a seleção dos profissionais, para o qual mais de duas mil pessoas com nível universitário e experiência em gestão ambiental se inscreveram. “Foi um grande salto administrativo”, garante Eduardo Jorge. Outro quesito que mereceu investimento foi a segurança dos parques municipais. Atualmente, todos eles contam com segurança privada, o que consome R$18 milhões do orçamento da secretaria.
Durante o encontro, o secretário Eduardo Jorge também anunciou o lançamento, previsto para o dia 28 de agosto, do Programa Zeladores, que consiste em contratar moradores do entorno de praças que estejam desempregados e treiná-los para que façam a manutenção desses espaços de convivência. Inicialmente, será feita uma experiência com 40 pessoas, que deve se expandir se o programa funcionar bem.
Foi por isso e por causa do nosso trabalho em grupo que sai mais cedo de casa hoje. Às 6h40 já estava me deliciando, andando pelo parque. A paisagem era de neblina e orvalho, meus sapatos, meias, pés e calça ficaram molhados e eu deslumbrada tirando fotos. Nem lembro quando foi a última vez que fiz uma caminhada assim cedo, que delícia que é isso. Como será que podemos nos esquecer e ficar tanto tempo sem sentir prazeres tão simples?
Esse telhado tirei daqui.
Esse exemplo achei ótimo. Uma escola em Lyon, França. Realmente um telhado, não um jardim sobre laje.
Mais um.
E esse, daqui.
A legenda original é essa:

Uma vez, voltando para casa, vi o plantio de árvores que tem seus 20m de altura num prédio que fica atrás do Shopping Morumbi. É algo alucinante. E assim é o trabalho de Armando Salvador Falanghe, eng. agr. paisagista que me deu o prazer de aprender mais sobre o transplante de árvores de grande porte. Nos alertou sobre uma nova portaria do Município de São Paulo, a Portaria 26 / SVMA.G / 2008, que ainda quero estudar e que:
* obriga qualquer construção a manter todas as árvores existentes no terreno a ser trabalhado;
* permite que a vegetação seja agrupada em parte do lote;
* impõe a substituição.
Isso, de forma beeeeem resumida.
Trocar o conforto da cama para se exercitar nos fins de semana sempre exige uma boa causa: ganhar mais saúde, socializar – e cuidar das áreas verdes do bairro. Estranho? Não na Inglaterra. Há dez anos, a ONG inglesa BTCV administra a bem-sucedida Green Gym (“academia verde”), um programa de malhação em benefício da natureza. Em encontros semanais, voluntários fazem três horas de exercícios em sessões de plantio e poda de árvores, construção de cercas ou lixeiras de madeira, manutenção de canteiros, cultivo de hortas e abertura de trilhas.

A lista de coisas legais das que gostei e que usaria é longa, bem longa. Vão lá e divirtam-se!