Todo empezó dando color a paisajes de Brasil. Ahora le toca a la Argentina. Elena Soboleff Paisajismo :: Soluciones a medida para cualquier medida ::
domingo, 21 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Fazendo minhas...
No mesmo barco
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Jardins no cinema
Estou dando uma rápida passadinha para recomendar o recém-nascido blog Jardins no Cinema. Quem escreve é Assucena Tupiassu, professora da Escola de Paisagismo e Jardinagem que conheci no curso que estou terminando no Parque Ibirapuera, bióloga, apaixonada por cinema (isso fiquei sabendo hoje) e uma pessoa serena, com uma energia que me faz muito bem.
Eba: mais uma leitura diária imperdível ;-)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Cozinhando com gerânios
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
São Paulo: mais de 4600 praças
Visitar praças e parques está se tornando uma vontade cada vez maior. Para que ficar sempre nas mesmas? Há um mundo por descobrir aqui mesmo antes de gastar com viagens. Não que seja a mesma coisa, longe disso! Mas conhecer o nosso faz com que gostemos mais da cidade e tenhamos mais vontade de cuidar dela.
Essa especificamente tem ainda um detalhe interessante de sua história:
"(...) Fruto de uma parceria entre a prefeitura e o Instituto Abril, a reocupação do prédio do antigo incinerador e seu entorno se mostrou um grande desafio. “Uma equipe de técnicos detectou no terreno contaminação por metais pesados e fuligem”, explica a arquiteta Adriana Levisky, que assina o projeto de reabilitação com as arquitetas Anna Júlia Dietzsch e Renata Gomes. Substituir ou descontaminar o solo seria demorado. Cimentar tudo não seria ecológico. A trinca de profissionais propôs, então, cobrir o terreno com 50 cm de terra para isolar a contaminação. Mas não só isso. O projeto definiu ainda uma alternativa pioneira: construir decks a 1 m do chão. “Manter a história do lugar faz da praça um espaço de reflexão”, diz Adriana. Em vários percursos, painéis vão apresentar informações sobre sustentabilidade e dar dicas de boas práticas para o dia-a-dia. (...)"
Itatiba está terminando um parque que também será muito especial, como eu já contei brevemente aqui.
Por projetos como esses, pela reforma da praça perto de casa, pelas jabuticabeiras, pitangueiras, petréias em flor, pela cidade mais verde e por palestras sobre sustentabilidade como a que assisti ontem no Ibmec é que acredito que sim, podemos ter um presente e um futuro melhores.
***
Praça Victor Civita
Abertura ao público: 02.10.2008
quase 14 mil m2 na rua Sumidouro, em Pinheiros
o terreno abrigou por 40 anos um incinerador
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Anuncia sua chegada
Frutas e flores num mesmo galho e com um belíssimo céu lilás para dar o tom. Que bom que esta pitangueira está na calçada para que eu pudesse vê-la. E está conseguindo se salvar de coletores brutos de frutas, está bem inteira. Que bom!
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Expoflora
O objetivo principal da Expoflora é o resgate de aspectos culturais e sociais da Comunidade de Holambra, além da divulgação do trabalho desenvolvido pelos filhos dos primeiros imigrantes nas atividades rurais no município.
Em sua primeira edição atraiu mais de 12.000 pessoas em um único final de semana. Com o passar dos anos, a Expoflora se transformou na maior manifestação cultural da imigração Holandesa e na maior festa de flores e plantas da América Latina.
Toda Comunidade está envolvida, direta ou indiretamente no evento que projetou nacionalmente a cidade de Holambra e de forma decisiva contribuiu com a elevação do município à categoria de Estância Turística do Estado de São Paulo.
O principal objetivo da Expoflora nos dia de hoje, continua sendo a divulgação da Cultura Holandesa nas mais variadas formas, através das danças típicas, da culinária, do artesanato holandês, da música entre outras.
HOLAMBRA – BREVE HISTÓRICO
Estância Turística localizada a 140 km da capital do Estado de São Paulo, teve sua origem com o processo de imigração holandesa ocorrido logo após o término da II Guerra Mundial. Com território holandês totalmente devastado a geração do pós-guerra sentiu a necessidade da buscar uma nova vida e novas esperanças. Patrocinados pela Liga de Agricultores Católicos, entidade responsável pela negociação como Governo Brasileiro, em julho de 1948 se concretizava o sonho de uma nova vida para um grupo de Holandeses.
1949 - As primeiras famílias chegam a então Fazenda Ribeirão, local onde mais tarde seria criado o município. Um começo de dificuldades foi decisivo para que os imigrantes se sentissem cada vez mais unidos na preservação de suas convicções e tradições. O nome HOLAMBRA - nasceu da junção das palavras HOLanda, AMérica e BRAsil. Esta justa homenagem traduz o sentimento de gratidão dos primeiros holandeses prestam aos brasileiros que muito contribuíram para realização de um sonho.
1957 - Introdução dos primeiros bulbos de flores dando inicio ao que seria o maior centro produtivo de flores e plantas, responsável por 40% do abastecimento do mercado nacional.
1981 - Acontece a 1a EXPOFLORA.
1991 - Criação do Município de Holambra.
1998 - Elevação à categoria de Estância Turística do Estado de São Paulo.
2006- 25 anos da Expoflora
27ª Expoflora
Data: 28 de agosto a 21 de setembro, de quinta-feira a domingo.
Horário: das 9h às 19h.
Tema: Flores, tempo e ecologia.
Localização: Holambra, SP 340 (rodovia Campinas-Mogi Mirim) - saída 140
a 140 km de São Paulo e 40 km de Campinas.
Ingressos na bilheteria: R$ 25,00.
Crianças com idade até 5 anos têm entrada franca.
* texto extraído do site linkado no título
domingo, 24 de agosto de 2008
Orvalho
sábado, 23 de agosto de 2008
Perguntas que não querem calar
Não temos tempo a perder! Postagem inspirada na de minha amiga Dani.
(link para o vídeo no You Tube)
Trilha sonora, na voz de Zeca Baleiro
Paciência
Zeca Baleiro
Composição: Lenine e Dudu Falcão
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não)
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não pára não)
A vida não pára
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Não perca o momento!
As jaboticabeiras em flor (agora, não perca o momento!) têm um perfume deliciosamente doce, que vem em lufadas, trazido pelo vento.
Ah, se fotos tivessem perfume!
Qualidade de vida em Sampa
Praças e parques de São Paulo: espaços de convivência
Com 5.500 praças e 43 parques municipais concluídos, que devem chegar a 100, até 2012, São Paulo tem procurado criar soluções para melhoria da qualidade de vida da população
Com uma rotina que envolve trânsito, poluição, correria e muito concreto, é fundamental para a saúde mental dos paulistanos – e de todos os moradores de grandes cidades – ter seus momentos de lazer e de contato com a natureza. Em uma cidade sem praia, nada melhor do que usufruir das praças e parques – espaços públicos, a que todos podem ter acesso, passear com a família, reunir amigos, conhecer novas pessoas e desfrutar de uma paisagem mais verde.
Em evento realizado no dia 14 de agosto, na Editora Abril, quatro especialistas falaram um pouco da situação de nossos espaços públicos de convivência e apontaram soluções – já em andamento – para a preservação e melhoria das praças e parques de São Paulo.
Eduardo Jorge, secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, falou sobre o Programa 100 Parques para São Paulo, uma iniciativa da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que prevê um total de 100 parques para o município até o ano de 2012.
O secretário comentou que, em 2005, a cidade contava com 33 parques. Desde então, outros dez foram construídos e mais vinte e três estão em fase de implementação. Trinta e quatro novas áreas já foram desapropriadas com a intenção de serem transformadas em parques nos próximos anos e outras 32 áreas estão em fase de negociação e pode ser que também sejam destinadas ao Meio Ambiente.
No último ano, dos quase R$315 milhões que compõem o orçamento da secretaria, cerca de R$50 milhões foram investidos em parques lineares, áreas verdes próximas às várzeas dos rios que, além de se constituírem como espaços de lazer, impedem as enchentes e a invasão imobiliária sobre as águas. De acordo com Eduardo Jorge, a intenção é conseguir mais R$200 milhões junto ao FUNDEMA – Fundo de Defesa do Meio Ambiente para investir nessa mesma tendência no ano que vem.
Um modificação na dinâmica de escolha dos responsáveis pela manutenção e administração dos parques já trouxe vitalidade para esses espaços. Anteriormente, os cargos eram nomeados por vereadores, mas, este ano, foi lançado um edital para a seleção dos profissionais, para o qual mais de duas mil pessoas com nível universitário e experiência em gestão ambiental se inscreveram. “Foi um grande salto administrativo”, garante Eduardo Jorge. Outro quesito que mereceu investimento foi a segurança dos parques municipais. Atualmente, todos eles contam com segurança privada, o que consome R$18 milhões do orçamento da secretaria.
Durante o encontro, o secretário Eduardo Jorge também anunciou o lançamento, previsto para o dia 28 de agosto, do Programa Zeladores, que consiste em contratar moradores do entorno de praças que estejam desempregados e treiná-los para que façam a manutenção desses espaços de convivência. Inicialmente, será feita uma experiência com 40 pessoas, que deve se expandir se o programa funcionar bem. Atualmente, a cidade conta com cerca de 5.500 praças, administradas pelas 31 subprefeituras do município.
O secretário ainda aproveitou para comentar sobre o projeto, em parceria com a Secretaria de Saneamento e Energia, de construção de 44 km de ciclovias, ligando a USP - Universidade de São Paulo à represa de Billings. Para o começo do ano que vem, ele diz que 12 km já devem estar em funcionamento.
Eduardo Jorge falou sobre a importância de se estabelecer parcerias entre a área de meio ambiente e outras áreas que recebam mais investimento público, como Saúde e Educação. Atualmente, 1,5% do orçamento do município cabem à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O número pode parecer irrisório, mas já foi pior. Em 2005, apenas 0,4% da verba tinha esse destino, número, aliás, que permanece inalterado no âmbito federal.
Regina Monteiro, diretora de Meio Ambiente e Paisagem Urbana da Empresa Municipal de Urbanização e responsável pela redação da lei Cidade Limpa, salientou também a importância de parcerias público-privadas para o desenvolvimento de projetos que tragam benefícios para a população.
Um exemplo disso é a própria lei Cidade Limpa, que, como explica Regina, procura canalizar o montante de dinheiro das empresas destinado à publicidade, para projetos que visem à melhoria da qualidade de vida nas cidades. Em vez de outdoors espalhados por todos os cantos poluindo a cidade visualmente, placas discretas em canteiros, praças e parques com o logo de empresas que cuidam daquele espaço ou desenvolvem algo de interesse público ali. No entanto, segundo a diretora, ainda há muitas arestas a serem acertadas quando se trata de parcerias, que vão desde o tamanho do nome das empresas nas placas até a contrapartida necessária.
Regina ainda falou sobre a legislação de ocupação urbana. No começo do século 20, a lei já previa que 20% dos terrenos fossem mantidos livres, mas a falta de fiscalização fez com que os proprietários começassem a incorporar as negas. Em 1979, a legislação se tornou mais específica e o loteador passou a ser obrigado a deixar 15% do terreno para áreas verdes, 20% para o sistema viário e 5% para escolas, creches e outras construções públicas. Ainda assim, esses limites não são respeitados atualmente.
Sun Alex, arquiteto e urbanista e autor do livro "Projeto da Praça - Convívio e Exclusão no Espaço Público" apresentou um pouco da pesquisa que realizou para sua tese de doutorado na USP, em que analisa como a construção de praças têm cometido equívocos nas últimas décadas, já que, em sua maioria, não cumprem o objetivo principal, que é de se integrar perfeitamente à arquitetura do entorno e servir como um espaço público de convivência e de fácil acesso, e do qual as pessoas se sintam no direito de usufruir.
Ele explica que, como no Brasil possuímos um projeto automobilístico, que não prioriza os pedestres, a praça, muitas vezes, bloqueia a passagem, impedindo a continuidade da visão da cidade para quem caminha. Como exemplo, Sun citou a Praça Roosevelt, em São Paulo, que é elevada, se separa da rua e se destaca do espaço urbano.
Outra crítica do arquiteto foi em relação à maneira como lidamos com a segurança, enchendo o espaço público de grades e placas, que poluem o visual e intimidam as pessoas. Para ele, as praças deveriam refletir a mistura, a diversidade do entorno. Sun ainda alerta para o fato de que muitas praças utilizam o verde apenas como uma retórica ecológica e de sustentabilidade e acabam criando locais sinistros, impedindo a livre circulação das pessoas.
Para ele, a cidade precisa resgatar o eixo e o sistema de circulação de pedestres, sendo fundamental repensar, inclusive, a largura das calçadas, cuja obrigatoriedade já foi de 2 metros e meio e hoje não passa de um metro e vinte e cinco. Sun diz que o ideal seriam três metros de calçada para facilitar a acessibilidade.
Márcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, lembrou a situação da floresta: bioma mais ameaçado no país e segundo, no mundo, presente em 17 estados brasileiros e com influência direta sobre a vida de mais de 122 milhões de habitantes. Depois de passar pelos ciclos do pau-brasil, do café, do ouro e da cana, sofrer com a era industrial e com a ocupação urbana, a Mata Atlântica tem apenas 7,26% de sua cobertura original e está extremamente fragmentada. Ainda assim, a população mal sabe dizer onde esse bioma se localiza geograficamente ou qual a sua importância – a Mata Atlântica é fundamental para a preservação da biodiversidade, o equilíbrio do microclima, a garantia da permeabilidade do solo e a diminuição da poluição. Por conta da Serra do Mar, cujo relevo dificulta a exploração do terreno, a área original, no estado de São Paulo, é um pouco maior, de 16%.
A diretora disse que vê com bons olhos as parcerias entre ONGs, poder público e privado. Como um exemplo bem sucedido, ela citou o Click Árvore – programa da SOS Mata Atlântica e do Grupo Abril que promove o reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica, em que cada clique se transforma no plantio de uma árvore. Até agora, mais de 15 milhões de mudas foram plantadas.
Para ela, o cidadão precisa se apropriar das praças e parques, pois além da importância desses espaços para a saúde física e mental da população, eles ajudam a criar, em cada um de nós, uma consciência maior de preservação ambiental.
Leia também:
Evento debate praças e parques de São Paulo
Com uma rotina que envolve trânsito, poluição, correria e muito concreto, é fundamental para a saúde mental dos paulistanos – e de todos os moradores de grandes cidades – ter seus momentos de lazer e de contato com a natureza. Em uma cidade sem praia, nada melhor do que usufruir das praças e parques – espaços públicos, a que todos podem ter acesso, passear com a família, reunir amigos, conhecer novas pessoas e desfrutar de uma paisagem mais verde.
Em evento realizado no dia 14 de agosto, na Editora Abril, quatro especialistas falaram um pouco da situação de nossos espaços públicos de convivência e apontaram soluções – já em andamento – para a preservação e melhoria das praças e parques de São Paulo.
Eduardo Jorge, secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, falou sobre o Programa 100 Parques para São Paulo, uma iniciativa da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que prevê um total de 100 parques para o município até o ano de 2012.
O secretário comentou que, em 2005, a cidade contava com 33 parques. Desde então, outros dez foram construídos e mais vinte e três estão em fase de implementação. Trinta e quatro novas áreas já foram desapropriadas com a intenção de serem transformadas em parques nos próximos anos e outras 32 áreas estão em fase de negociação e pode ser que também sejam destinadas ao Meio Ambiente.
No último ano, dos quase R$315 milhões que compõem o orçamento da secretaria, cerca de R$50 milhões foram investidos em parques lineares, áreas verdes próximas às várzeas dos rios que, além de se constituírem como espaços de lazer, impedem as enchentes e a invasão imobiliária sobre as águas. De acordo com Eduardo Jorge, a intenção é conseguir mais R$200 milhões junto ao FUNDEMA – Fundo de Defesa do Meio Ambiente para investir nessa mesma tendência no ano que vem.
Um modificação na dinâmica de escolha dos responsáveis pela manutenção e administração dos parques já trouxe vitalidade para esses espaços. Anteriormente, os cargos eram nomeados por vereadores, mas, este ano, foi lançado um edital para a seleção dos profissionais, para o qual mais de duas mil pessoas com nível universitário e experiência em gestão ambiental se inscreveram. “Foi um grande salto administrativo”, garante Eduardo Jorge. Outro quesito que mereceu investimento foi a segurança dos parques municipais. Atualmente, todos eles contam com segurança privada, o que consome R$18 milhões do orçamento da secretaria.
Durante o encontro, o secretário Eduardo Jorge também anunciou o lançamento, previsto para o dia 28 de agosto, do Programa Zeladores, que consiste em contratar moradores do entorno de praças que estejam desempregados e treiná-los para que façam a manutenção desses espaços de convivência. Inicialmente, será feita uma experiência com 40 pessoas, que deve se expandir se o programa funcionar bem.
O secretário ainda aproveitou para comentar sobre o projeto, em parceria com a Secretaria de Saneamento e Energia, de construção de 44 km de ciclovias, ligando a USP - Universidade de São Paulo à represa de Billings. Para o começo do ano que vem, ele diz que 12 km já devem estar em funcionamento.
Eduardo Jorge falou sobre a importância de se estabelecer parcerias entre a área de meio ambiente e outras áreas que recebam mais investimento público, como Saúde e Educação. Atualmente, 1,5% do orçamento do município cabem à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O número pode parecer irrisório, mas já foi pior. Em 2005, apenas 0,4% da verba tinha esse destino, número, aliás, que permanece inalterado no âmbito federal.
Regina Monteiro, diretora de Meio Ambiente e Paisagem Urbana da Empresa Municipal de Urbanização e responsável pela redação da lei Cidade Limpa, salientou também a importância de parcerias público-privadas para o desenvolvimento de projetos que tragam benefícios para a população.
Um exemplo disso é a própria lei Cidade Limpa, que, como explica Regina, procura canalizar o montante de dinheiro das empresas destinado à publicidade, para projetos que visem à melhoria da qualidade de vida nas cidades. Em vez de outdoors espalhados por todos os cantos poluindo a cidade visualmente, placas discretas em canteiros, praças e parques com o logo de empresas que cuidam daquele espaço ou desenvolvem algo de interesse público ali. No entanto, segundo a diretora, ainda há muitas arestas a serem acertadas quando se trata de parcerias, que vão desde o tamanho do nome das empresas nas placas até a contrapartida necessária.
Regina ainda falou sobre a legislação de ocupação urbana. No começo do século 20, a lei já previa que 20% dos terrenos fossem mantidos livres, mas a falta de fiscalização fez com que os proprietários começassem a incorporar as negas. Em 1979, a legislação se tornou mais específica e o loteador passou a ser obrigado a deixar 15% do terreno para áreas verdes, 20% para o sistema viário e 5% para escolas, creches e outras construções públicas. Ainda assim, esses limites não são respeitados atualmente.
Sun Alex, arquiteto e urbanista e autor do livro "Projeto da Praça - Convívio e Exclusão no Espaço Público" apresentou um pouco da pesquisa que realizou para sua tese de doutorado na USP, em que analisa como a construção de praças têm cometido equívocos nas últimas décadas, já que, em sua maioria, não cumprem o objetivo principal, que é de se integrar perfeitamente à arquitetura do entorno e servir como um espaço público de convivência e de fácil acesso, e do qual as pessoas se sintam no direito de usufruir.
Ele explica que, como no Brasil possuímos um projeto automobilístico, que não prioriza os pedestres, a praça, muitas vezes, bloqueia a passagem, impedindo a continuidade da visão da cidade para quem caminha. Como exemplo, Sun citou a Praça Roosevelt, em São Paulo, que é elevada, se separa da rua e se destaca do espaço urbano.
Outra crítica do arquiteto foi em relação à maneira como lidamos com a segurança, enchendo o espaço público de grades e placas, que poluem o visual e intimidam as pessoas. Para ele, as praças deveriam refletir a mistura, a diversidade do entorno. Sun ainda alerta para o fato de que muitas praças utilizam o verde apenas como uma retórica ecológica e de sustentabilidade e acabam criando locais sinistros, impedindo a livre circulação das pessoas.
Para ele, a cidade precisa resgatar o eixo e o sistema de circulação de pedestres, sendo fundamental repensar, inclusive, a largura das calçadas, cuja obrigatoriedade já foi de 2 metros e meio e hoje não passa de um metro e vinte e cinco. Sun diz que o ideal seriam três metros de calçada para facilitar a acessibilidade.
Márcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, lembrou a situação da floresta: bioma mais ameaçado no país e segundo, no mundo, presente em 17 estados brasileiros e com influência direta sobre a vida de mais de 122 milhões de habitantes. Depois de passar pelos ciclos do pau-brasil, do café, do ouro e da cana, sofrer com a era industrial e com a ocupação urbana, a Mata Atlântica tem apenas 7,26% de sua cobertura original e está extremamente fragmentada. Ainda assim, a população mal sabe dizer onde esse bioma se localiza geograficamente ou qual a sua importância – a Mata Atlântica é fundamental para a preservação da biodiversidade, o equilíbrio do microclima, a garantia da permeabilidade do solo e a diminuição da poluição. Por conta da Serra do Mar, cujo relevo dificulta a exploração do terreno, a área original, no estado de São Paulo, é um pouco maior, de 16%.
A diretora disse que vê com bons olhos as parcerias entre ONGs, poder público e privado. Como um exemplo bem sucedido, ela citou o Click Árvore – programa da SOS Mata Atlântica e do Grupo Abril que promove o reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica, em que cada clique se transforma no plantio de uma árvore. Até agora, mais de 15 milhões de mudas foram plantadas.
Para ela, o cidadão precisa se apropriar das praças e parques, pois além da importância desses espaços para a saúde física e mental da população, eles ajudam a criar, em cada um de nós, uma consciência maior de preservação ambiental.
Leia também:
Evento debate praças e parques de São Paulo
Petrea
Viveiro Manequinho Lopes
Foi por isso e por causa do nosso trabalho em grupo que sai mais cedo de casa hoje. Às 6h40 já estava me deliciando, andando pelo parque. A paisagem era de neblina e orvalho, meus sapatos, meias, pés e calça ficaram molhados e eu deslumbrada tirando fotos. Nem lembro quando foi a última vez que fiz uma caminhada assim cedo, que delícia que é isso. Como será que podemos nos esquecer e ficar tanto tempo sem sentir prazeres tão simples?A caminhada me conduziu ao lado do canil (portão 5), passando pela pista de cooper, seguindo por trás da quadra de saibro, e chegando ao Viveiro Manequinho Lopes. A última (e única) vez que o visitei foi numa visita guiada que naquela época a Anhembi Turismo (serviço da Prefeitura) organizava. Minha mãe e eu adoramos.
Pois então, resolvi entrar e xeretar. Afinal, já estava lá, não é mesmo? O cão que espere pela próxima... Ao Manequinho terei que voltar, pois é tão grande que nem metade eu vi (culpa da máquina fotográfica que peguei emprestada, hahaha). Dizem que há lá um ceboleiro enorme e lindo, mas esse também ficou para uma próxima oportunidade. E ainda vamos agendar uma visita guiada, ai sim!
Tirei tantas fotos fantásticas que fica realmente difícil escolher somente uma ou outra para publicar, mas farei um esforço!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Telhados verdes
Sabe do que mais? Em Berlim (Alemanha) já é obrigatório construir com telhados verdes. Para não fazê-lo há de se enfrentar a burocracia e ter uma excelente explicação para conseguir a permissão.
Publico algumas fotos, com os links para o local de onde foram tiradas.
Esse telhado tirei daqui.
Esse exemplo achei ótimo. Uma escola em Lyon, França. Realmente um telhado, não um jardim sobre laje.
Mais um.
E esse, daqui.
A legenda original é essa:Here is an opportunity for the U.S. to learn by example. You can see at least nine extensive greenroofs in this photo of Stuttgart-Weilimdorf, Germany. Photo source: ZinCo Int'l.
Desse link aqui, do mesmo site Greenroofs.
Gê: vamos fazer um? Dois? Três? Mil?
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Empolgação gera mais empolgação
Flutuando nas nuvens - voltando à Terra
A equipe de apoio também merece menção especial: todos muito simpáticos, dispostos a ajudar.
Ouvi de tudo, me interessei por tudo. Algumas aulas foram mais chamativas que outras, alguns palestrantes têm mais o poder da palavra que outros, uns transpiram conhecimentos, mas não os conseguem transmir de forma a mostrar quanto verdadeiramente valem.
E sim, me sinto flutuando nas nuvens de felicidade de ter tido essa oportunidade profissional. Iremos ainda neutralizar o carbono gerado pelo deslocamento dos participantes para assistirem ao curso e isso será um aprendizado muito valioso.
Nos vemos ano que vem no 2o curso de imersão em paisagismo? Espero que sim.
Flutuando nas nuvens - 4/4
O dia começou com interessantes informações sobre a fabricação, uso e manutenção adequados para ferramentas e maquinário de jardinagem. Como dizemos em casa, nada como a ferramenta certa para o trabalho certo. E as ferramentas da barbie (aquelas que deformam só de você olhar mais intensamente para elas) que vão brincar de casinha, aqui não servem.
Flávio Pavesi nos deu dicas de ferramentas desenvolvidas especialmente para atender ao mercado de paisagismo, como podemos ver no exemplo da foto abaixo.
E quanto à afiação? Vou seguir as dicas dele e ver se é mesmo possível manter uma tesoura tão bem a ponto dela precisar da primeira afiação ao término de 5 anos de uso. A técnica? Lavar depois do uso, limpar com uma escova de dentes e óleo (mineral, de motor, de cozinha - podem ser usados), deixar escorrer (já limpa a ferramenta de bactérias e afins) e usar a ferramenta certa para o trabalho certo. Daqui a cinco anos eu conto como está a ferramenta de teste, ok?
A eng. agr. Dra. Marisa Carlucci deu uma belíssima aula sobre palmeiras nativas pouco utilizadas no paisagismo. Em seu viveiro em Santos, já está produzindo algumas e tem muita disposição em plantar o que o mercado estiver disposto a absorver, passado o tempo devido. Ela se mostrou interessada em melhorar esse mercado no Brasil, dispondo-se, inclusive, a montar uma relação de produtores de palmeiras no Brasil. Eu nem suspeitava que temos mais de 200 espécies nativas. Que beleza! Somente a Indonésia tem mais opções que nós. Não consegui pegar o contato dela e o folheto acabou antes de chegar em mionhas mãos... quem manda sentar na turma do fundão, hein?
Fechamos o curso com uma aula sobre clima e tempo, com a meteorologista Josélia Pegorim, da Clima Tempo e da Rádio Eldorado. Consultá-la pode mesmo ajudar (e muito) no planejamento de nosso trabalho. Obrigada!
Bom, no meio de tanta gente especial tínhamos que terminar com festa: champagne (ou espumante, se quiser ser mais purista), petiscos, muito papo, alegria e fotos.
*** 17.08.2008 ***
Flutuando nas nuvens - 3/4
A aula de gerenciamento de obra foi muito importante, pois reforçou a necessidade que tenho sentido de novamente despertar meus conhecimentos adquiridos no curso de administração de comércio industrial (Industriekauflehre). O que meu irmão comenta de seu MBA também acho altamente aplicável ao mercado de paisagismo.
Osvaldo Policarpo Júnior foi sócio-fundador da ANP e têm uma empresa de 82 funcionários (que considera pequena), a Floraliz Paisagismo. Os temas por ele abordados foram muitos, portanto acabaram sendo bastante atropelados e desorganizados. Imagino que o assunto volte no curso do ano que vem, dividido em aulas que foquem temas para que possam ser mais bem trabalhados. Fica o estímulo a se informar por conta própria!
Logo tivemos uma explosão de energia na aula sobre marketing e orçamentos ministrada por Alex Sá Gomes, presidente da ASPABA - Associação dos Profissionais de Paisagismo da Bahia e paisagista há 20 anos no mercado de Salvador e Brasil. Foi muito reconfortante ver que soluções "caseiras" e simples como as que às vezes passam pela minha cabeça conseguem realmente atrair e fidelizar clientes. E fiquei encantada com seus programas para melhorar a qualidade de vida de sua equipe: responsabilidade empresarial em ação - parabéns!
Se antes eu já pensava em telhados verdes, agora não consigo tirar o assunto da cabeça. Um projeto está se formando e se modificando nela várias vezes ao dia. Em breve espero que esteja maduro para passar ao papel. Será que encontro o livro que Toni Backes mostrou na aula "Telhados Verdes: incorporação de vegetação sobre coberturas de residências - ecotelhados"? Hum... está esgotado na editora... Mas ok, o que vi e ouvi em sua aula já me dará um norte muito bom e com bom senso, observação e estudo farei algo muito bom. Como é para mim mesma, nesse primeiro momento, posso correr o risco de testar.
Logo ele emendou uma aula de jardins vibracionais. Como é uma pessoa muito tranquila para agir e falar, intercalar suas aulas com alguém mais enérgico poderia ter sido boa estratégia. Eu amei voltar a ouvir sobre o assunto permacultura, ecovilas, aura das plantas (Kirlian)...
Encerramos o dia sendo motivados por Raul Cânovas a desenhar com as plantas, a procurar pelas menos utilizadas. Dessa vez no meio de tantas apresentadas achei uma ou outra que já utilizei e me senti mais feliz por isso :-).
*** 16.08.2008 ***

Flutuando nas nuvens - 2/4
Nesse dia tivemos duas aulas de Raul Cânovas: a primeira sobre arbustos, a segunda sobre trepadeiras. O objetivo principal dessas aulas foi estimular os paisagistas a se interessarem pelo que há em espécies pouco utilizadas, a sairem do lugar-comum. Pois bem, ai vamos de encontro com um assunto que já dicutimosmuito aqui em casa com meu irmão, o desenvolvimento de fornecedores, pois a regra geral do mercado é e sempre será: só há produção se houver procura. É justamente o que eu temia ao fazer meu primeiro projeto - as plantas estão nos livros, mas, e na hora de comprar, como faz? Resposta: procura, procura, procura e procura mais um pouco e também estimula os fornecedores a produzir em escala de mercado. Mas isso não acontece de hoje para amanhã, que fique bem claro. Como pretendo estar no mercado por muito tempo ainda, tudo bem!
Contenção de encostas e drenagem foi uma das aulas mais fraquinhas. Não porque não fosse interessante, muito pelo contrário. Mas porque o modo de dá-la foi pouco de encontro aos anseios dos paisagistas. Notei que havia muito conhecimento, porém pouco "link" com o paisagismo. Saio dela convencida de que há solução para tudo, basta consultar o profissional correto. E isso é bem reconfortante. A empresa chama-se Agrogeo Engenharia, mas Fernando Andrade não deixou seus contatos (ou fui eu quem nçao teve tempo de anotar?).
A aula sobre frutíferas nativas do técn. agr. Luis Bacher foi mais um estímulo ao pesquisar. E pensar que há uma nao atrás eu achava difícil ter frutíferas em vasos... Incrível o que um pouco de conhecimento faz pelo ser humano. A lista que fiz de frutíferas nativas que podem ser cultivadas em vasos chega quase a 30 nomes. Sua empolgação com o assunto (e com os sucos) é algo contagiante. Obrigada. Logo Luis Bacher emendou uma aula sobre arborização urbana, que para mim passou meio batida, creio que pelo cansaço qeu ficar sentada o dia inteiro provoca, aliado a um assunto já mais conhecido. O que mais me marcou nela? Saber que o Jatobá seqüestra muito carbono.
Ufa! Fim do dia 2 de 3,5. ainda bem que existe a noite para deixar o conhecimento procurar seu lugar no cérebro para ser acessado futuramente. Mais importante que saber a resposta é saber que ela existe e onde econtrá-la!
*** 15.08.2008 ***


























