sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Laguneada: consertando o que desequilibramos

Apreciando o trabalho do dia - 30 de janeiro de 2010

Fotos: Ricardo Caminha

Na Reserva Ecológica Ribera Norte há um conjunto de lagoas e cursos d'água que as intercomunicam e que também interagem com o Rio de la Plata que está logo ali. Infelizmente a ganância imobiliária, como é seu costume, quis e ganhou terras inundáveis ao rio, recheando áreas para construir e logo vendo-se obrigada a recorrer a barreiras para impedir que o rio reclamasse as terras que eram suas de direito quando ele cresce.
Isso significa que águas de chuva vindas da 'barranca' (uma elevação que delimitava originalmente o fim das terras iniundáveis) que antes alimentavam as lagoas da reserva já não o fazem e que as águas da lagoa, mesmo com as crescidas do rio, são muito mais paradas que o desejado para manter um equilíbrio de, por exemplo, plantas aquáticas.
Assim sendo, a galera da reserva se vê obrigada a recorrer às ditas 'laguneadas' para liberar o espelho d'água. Sem espelho visível, muitas aves não pousam - acham que é terra o que há debaixo do tapete de plantas aquáticas. Isso significa que não constróem ninhos. E que não se reproduzem. E que... Enfim, vocês já entenderam.
Um dos orgulhos da Reserva é que habitam nela mais de 10% das aves nativas de todo o território argentino. A idéia é manter isso, diminuindo a quantidade de plantas exóticas - que além de tomarem o espaço das nativas não fornecem alimento à fauna local (mas isso é outro assunto). Outra coisa que podemos fazer e fazemos a cada 15 dias no verão é limpar a lagoa do excesso de plantas aquáticas, de lixo, diminuir a quantidade de exóticas (como o lírio Iris pseudacorus) que formam verdadeiras ilhas flutuantes e diminuem ainda mais a superfície de água.
Ai vão algumas fotos das laguneadas desse ano. Não são fotos minhas, mas na maioria dos casos não sei dizer quem as tirou... Se os autores se manifestarem, terei orgulho em acrescentar seus nomes.




Afundada na lama até acima do joelho

A ilha foi se formando pelo crescimento das Iris pseudacorus, que retém terra em seu emaranhado de rizomas. Logo cresceram uma Sesbanea punicea (Aqui Acacia mansa ou Ceibillo) com lindas flores laranjas e também algumas Erithrina crista-galli (aqui chamados Ceibo, a flor nacional da Argentina). As folhas que se vêem em primeiro plano infelizmente também pertencem à exótica iris... Nosso trabalho nesse dia foi cortar iris, coletar repolhos d'água (Pistia stratiotes) que seriam doados e retirar ao máximo outras aquáticas ('lentejas de agua' e 'helechitos de agua') para deixar livre o espelho da lagoa. Todo o material orgânico podado ou recolhido é jogado em cima da ilha, numa tentativa de afogar o rizoma das iris o suficiente para que paulatinamente perdam suas forças e não consigam voltar a crescer, o que dá certo lentamente (em outros pontos da lagoa estão resurgindo manchas de totora e outras nativas!!!).

***

Dia 27 de fevereiro haverá mais uma, estão todos convidados a se embarrar. Dessa vez eu passo, estarei longe, em terras tupiniquins. Mas esse fimde devo ir lá recolher lixo das trilhas - o rio andou muito alto esses últimos dias e nos devolve tudo aquilo que, em vez de reduzir, reciclar ou simplesmente jogar no lixo as pessoas jogam nas ruas e as chuvas levam até o rio. Se nós não queremos nosso próprio lixo, porque o rio haveria de querê-lo?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Descobrindo as plantas nativas


Se você está em Buenos Aires e se interessa por natureza e por plantas nativas, recomendo o curso Descobrindo as Plantas Nativas da Riberira Norte que acontecerá em março no
viveiro e reserva ecológica Ribera Norte. Fiz esse curso em setembro de 2009 e em novembro o curso de cultivo e adorei os dois. A vantagem do primeiro é que começa com uma visita guiada à reserva, entendendo os diversos espaços, como se formam e interagem em busca do equilíbrio ecológico.

Visita à reserva durante o Curso Descobrindo as Plantas Nativas, que dura meio dia. A trilha elevada sobre dormentes de quebracho é a recentemente aberta ao público.

Curso Cultivando Plantas Nativas


A primeira vez que falei da reserva foi quando fiz a visita noturna. Podem ler mais aqui e aqui.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Porque não estudei economia

Ou contabilidade, tesouraria, finanças, comércio exterior ou ainda qualquer outro ganha-pão que dependa de forma mais direta de números e cálculos

Estou trabalhando no orçamento de um projeto que desenvolvi com um amigo. No fim, as contas dão certo, as fórmulas no excel funcionam, fazemos os ajustes necessários para chegar a um valor que o cliente possa pagar etc. e tal. Mas... Afffffff!!! Muitas horas são gastas nesse processo que mais se parece a um quebra-cabeça onde os números riem de nós, dão nó em nossos neurônios, se escondem ou multiplicam sem que nos demos conta e fazem da caça-ao-erro uma tarefa cansativa e desgastante.
Tendo consciência e certeza de que isso faz parte do negócio, me esforço (muito) para dominar essas feras compostas por algarismos e sinais de multiplicação, adição, subtração, divisão... Quando analiso o assunto, fico muito feliz de que, de forma direta, minha vocação tenha muito mais que ver com o lado criativo que com aspectos financeiros e deixo que outras pessoas que sim gostam disso se dediquem aos números e fórmulas financeiras, ganhem 'muitos dinheiros' no processo e me contratem para materializar os jardins de seus sonhos.

;-)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Meios expressivos

Uma das matérias que tivemos chama-se Meios Expressivos. Tivemos um professor muito bom e com ele aprendemos algumas coisas interessantes para soltar a mão e encarar a representação gráfica de projetos com mais recursos. Quero compartilhar com vocês alguns dos trabalhos que fiz e dos quais gostei mais.

Começamos o ano (2009) falando de cores primárias, secundárias, complementares..., de formas, de equilibrio, de harmonia, simetria ou falta dela e por ai vai. Depois, nos dedicamos algo mais às formas básicas: o quadrado, o triângulo isósceles, o círculo. Vimos que podem ser somadas, subtraídas, repetidas, giradas e que com essas formas podemos criar outras células que, repetidas, formam uma trama que pode ser útil ao desenhar um espaço verde.

Eis a trama que criei com minha célula-base. Depois, tirei duas cópias, as juntei e, trabalhando com um papel vegetal criei uma área verde. Cada um pensou em algo diferente com a trama que criou - uns, o jardim de uma casa com piscina, pérgola, churrasqueira... No meu caso, imaginei uma praça enorme, com canteiros e espelhos d'água, bancos, pérgolas, uma fonte centrar e um bosque ao fundo. Podem ver o resultado abaixo. [Escala 1:400 - as árvores representadas com círculos roxos à direita são Jacarandás]

Logo tínhamos que colorir o espaço criado e perder o medo do lápis de cor. Tudo começou muito de leve e tímido e com muito incentivo tornou-se mais marcado, mais forte e com mais personalidade. Obstáculo superado, agora conseguimos decidir se queremos ou não carregar no lápis de cor ;-)


- Para a próxima aula tragam passpartout 35x50cm e lápis grafite 2B, 4B, 6B e 8B. - diz o professor.
E lá vamos nós! O desafio: desenhar árvores. Como? Primeiro, escolha uma árvore - de prederência uma de que você goste, que conheça (bem) e que esteja por perto para ser vista ou da qual tenha várias fotos. Logo, analise, antes de mais nada, qual a estrutura da árvore que vai desenhar. Sua estrutura, como é? Colunar? E a copa, redonda? Copa alta ou baixa? Tronco liso ou rugoso? Folhagem densa? Compacta? E quanto à altura? Cresce simétrica? Curva-se com o vento? Possui flores? Qual a cor da folhagem - clara, escura, variegada?
Depois, comece usando um lápis 2B com ponta algo desgastada para não marcar demais o papel. Desenhe a estrutura da árvore: seu tronco e galhos. Logo, esboce a forma da copa. Satisfeito (razoavelmente)? Com os outros lápis mais suaves, comece a dar profundidade e textura a essa árvore, experimente o que cada lápis oferece: sua cor mais intensa, o rastro de grafite que deixa no papel, a possibilidade de esfumaçar usando o dedo, as manchas que deixa se tentar apagar...
Tive a vantagem de ter um professor por perto fazendo demonstrações, dando toques, incentivando a que perdessemos o medo de errar e o resultado está abaixo no falso pimenteiro ou pimenta rosa (Schinus areira), o primeiro que fiz, e na araucária.

O que vem depois do PB? A cor, é claro. Com têmperas aprendemos a mesclar cores e a dar as primeiras pinceladas. O desafio foram novamente as árvores, que dessa vez deveriam se representadas metade peladas, para mostrar sua estrutura, e metade vestidas com sua folhagem e floração. Fiz, entre outras, a Erythrina crista-galli, flor nacional da Argentina desde 1942, e um jacarandá.

Ufa! Um longo caminho percorrido. Hora de começar a pensar em 3D, em perspectivas e croquis. Para ajudar nessa empreitada, um exercício muito bacana. Cada um pesquisou e escolheu uma pintura abstrata de Robert ou de sua esposa Sonia Delaunay - eu escolhi este daqui. Passamos os traços ao tamanho 35x50cm e criamos um espaço utilizando esses traços. Surgiram praças muito interessantes (acho que apenas uma pessoa criou um jardim residencial dessa vez). Logo, fizemos uma maquete para a planta imaginada, tiramos fotografias - algumas do ponto de vista de uma pessoa que estivesse passeando pela maquete e, usando maquete e fotos como apoio, desenhamos duas perspectivas. Bastante difícil cumprir a tarefa, o resultado ficou melhor do que eu esperava. O que acham?




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domingo, 7 de fevereiro de 2010

2009: um ano produtivo

Respiro fundo, relaxo, me preparo para ouvir opiniões: chegou a hora de compartilhar com vocês o que andei produzindo no paisagismo durante 2009. Quero continar aprendendo e preciso da ajuda de vocês nessa caminhada que tem começo, tem direção, mas não tem fim (que bom!). Espero que gostem e que comentem - mesmo [pricipalmente?] se não gostarem.
2009 foi um ano dedicado aos estudos, a experimentar o uso dos lápis grafite e de cor, a sofrer desenhando meus primeiros croquis, a estudar texturas de materiais para melhorar a apresentação gráfica de idéias. Agora estou mais confiante ao expressá-las. O suficiente para, apoiada pela insubstituível apresentação do projeto, poder transmitir a sensação do jardim ao cliente.
Expressar idéias graficamente (ainda) leva muito tempo e (ainda) gasto muita borracha no processo: nada que a prática e a persistência não melhorem.


Jardim residencial 18m x 5m

Esse foi o primeiro projeto elaborado no curso. Deviamos projetar um espaço de 18m x 5m para os fundos de uma casa e representar a planta e sua elevação em preto e branco usando escala 1:50. Outro requisito era usar arbustos e herbáceas de três alturas, sendo permitido incluir outros elementos desejados. Nesse momento não foram colocadas características de quem usaria o espaço. A escolha das espécies ficou restrita a uma lista trabalhada em outra matéria (recursos vegetais), pois essas estão disponíveis no mercado e se adaptam bem ao clima de Buenos Aires.
Pena que a lâmina escanneada fique meio manchada. Espero que ainda assim dê para apreciar que há linhas mais grossas representando o que está mais alto e mais finas para tudo o que está mais próximo ao chão. Na elevação, o mais próximo é mais forte e o mais distante, algo mais fino, mais leve ou apagado.
Trabalhei linhas orgânicas, que me agradam bastante, criando um orquidário com pérgola e redes para relaxamento e leitura, um longo banco em alvenaria acompanhando a parede dos fundos e canteiros em várias alturas. Há uma mesa à sombra de uma Lagerstroemia indica (resedá) de flores vermelho-vinho sobre chão de pedrisco e a variada largura do banco permite recostar-se contra a parede, deitar-se ou sentar-se comodamente sobre almofadas e colchenetes. Para iluminação temos uma luz elevada no mesmo suporte das redes que ilumina de modo amplo, balizadores embutidos no banco e luminárias de parede, podendo cada tipo ser usado de forma independete ou em conjunto com outras.



Jardim residencial 18m x 5m (2)

O próximo projeto foi elaborar um novo espaço para o mesmo jardim trabalhado acima. Quem usou linhas orgânicas como eu, deveria projetar algo mais geométrico e vice-versa. A idéia era apresentar uma segunda opção para o cliente que gostou dos ambientes e das espécies vegetais escolhidas, mas não tanto das formas. Também poderiamos incluir algo novo - resolvi acrescentar um espaço gourmet com churrasqueira, forno e fogão à lenha, pia, geladeira - tudo sob a agradável sombra de uma pérgola de madeira coberta com policarbonato e uma bela Wisteria sinensis (glicinia).
Essa representação de planta e elevação em escala 1:50 deveria ser feita em cores.[Fico devendo as referências, o arquivo é muito pesado e não sobre nem com reza brava]


Cafeteria Centro Pampa

Centro Pampa é o nome da escola onde faço o curso. É um prédio antigo reformado uma e outra vez para atender às necessidades de alunos e professores. No verão 2008/2009 houve mais uma reforma e a escola ganhou um segundo andar fechado - onde antes era um terraço, agora há um ateliê para as aulas de pintura e de design de jóias. Trata-se da área em branco na planta acima.
O erxercício consistiu em criar um espaço externo cosntruindo decks em duas alturas sobre os telhados da escola, reaproveitar uma sala que hoje é um depósito, abrindo um segundo acesso à área externa [a porta de vidro dupla na parte inferior da planta já existe, com um pequeno deck de 2m de largura]. Também deveriamos criar uma varanda sobre o telhado à direita, com vista para a rua, e readequar todo o espaço como cafeteria e área social da escola.
Esse trabalho foi feito em duplas e Julieta e eu o projetamos incluindo uma biblioteca informatizada, área WiFi, canteiros elevados e outros afundados no deck para que as plantas fiquem à altura do piso, dando a sensação de estarem plantadas na terra, um estanque com cortina de água para manter a luminosidade de janelas que ficaram ocultas, mas que trazem luz e ar às salas de aula que estão embaixo.
Usamos espécies da flora nativa para trazer ao local também parte da fauna nativa de aves e borboletas, ajudando no equilibrio ambiental e cumprind com o compromisso social da escola. O deck mais alto tem cobertura de pérgola com policarbonato, ventilação controlada e pode ser isolado caso queiram das algum curso ou fazer exposições, algo comum na rotina do Centro Pampa. A área conta com banheiros e uma pia apropriada para lavar pincéis e materiais de pintura, com filtros e canos de diâmetro suficiente para não entupir e facilitar a manutenção. Aproveitamos ainda a parte superior da biblioteca criando uma escada de acesso e um monta-cargas para que esse espaço com vistas privilegiadas possa ser utilizado pelos alunos dos cursos de pintura. Ah, e desenhamos também também telhados verdes para tudo o que não fosse deck, proporcionando maior área de absorção de águas pluviais e mais conforto térmico no verão e no inverno para os ambientes dessa construção. Bem que podia ser um projeto com possibilidade de execução e não apenas um exercício de curso, ficou muito bacana e eu, como aluna, adoraria ter
Escala 1:50 - o norte fica sobre a diagonal que vai da esquerda para a direita, apontando para baixo [o scanner só trabalha até tamanho A3 e a lâmina mede 35 x 50cm... Digitalizar maior ia ficar muuuito mais caro do que já foi].


Jardim residencial - fachada
Jardim residencial - fundos

Um jardim de verdade! Esse último trabalho de projeto do ano foi um caso real. Há uma casa perto da escola que está em reforma. Seu jardim está abandonado, cheio de entulho, material de cosntrução, plantas invadindo os espaços. Há alguns pontos a serem resolvidos, como obter privacidade em relação ao prédio que fica nos fundos.
A proprietária também quer manter ao máximo as plantas existentes - o projeto foi desenvolvido respeitando algumas árvores grandes e transplantando arbustos e herbáceas, acrescentando maior quantidade das mesmas espécies ou novas plantas para criar ambientes agradáveis e funcionais.
Uma área de estar permite aproveitar o jardim tanto no verão quanto no inverno e o jardim entra pela janela da copa-cozinha para poder ser aproveitado na correria do cotidiano.
Na fachada sempre sombreada, plantas criam privacidade e dão as boas-vindas com perfumes, assim como fazem os árabes - um costume que considero muito simpático.
Cada aluno da manhã e da noite, num total de 15, preparou um projeto para a proprietária, que teve a difícil tarefa de escolher os 4 que mais gostou. Os alunos da noite tivemos a vantagem de poder apresentar o projeto a ela, o que ajuda muito. Depois de uma longa deliberação com o professor de projeto, ela escolheu 3 projetos da noite e um da manhã. Os alunos formarão um grupo que fará um novo projeto a ser implementado quando a reforma da casa estiver terminada. Faço parte desse grupo de trabalho :-D !!!

Essa é uma boa amostra do que produzi na matéria de projeto durante 2009. Depois conto a vocês o que fizemos em meios expressivos, aulas que adorei e que ajudaram muito a soltar a mão e experimentar técnicas variadas.



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sábado, 23 de janeiro de 2010

A tal da imagem que vale por mil palavras

Consegui a proeza de esgotar mais uma máquina fotográfica. Pelo menos eu acho que ela não quebrou simplesmente, pediu aposentadoria por excesso de trabalho. O contador (que vai até 9.999) virou ao zero faz algum tempo e agora ela se nega a continuar sendo minha parceira pelas ruas afora. Uma pena.
Como escrever aqui sem ter fotos para ilustrar é bem menos divertido, cabem três possibilidades: (1) sumir temporariamente (o que não quero fazer, apesar de estar pouco ativa nos últimos tempos), (2) publicar assuntos que ficaram engavetados para os quais tenho fotos ou (3) escrever sem usar fotos. Veremos. Espero que a alternativa 2 seja a vencedora.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

As cerâmicas de Clara Coelho

A primeira vez que ouvi falar em raku - uma técnica japonesa de queima de cerâmicas utilizando folhas secas quando as peças estão incandescentes - foi quando vi uma peça de Clara Coelho, ceramista, artista, professora e uma pessoa espetacular.
Se você procura algo diferente, xerete o trabalho dela. No site há também um video que demosntra a técnica do raku, bem legal de se ver.
Particularmente, gostei da coleção Jardim do Buda. E você?

[Puxa, achei que tinha fotos da participação dela na Fiaflora de 2008 mas me enganei, fico devendo]

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ameixas

Frutíferas de caroço como as cerejeiras, os pêssegos e as nectarinas possuem belíssimas floradas. Por aqui em Buenos Aires essas pequenas árvores caducas crescem e frutificam bem. E são muito fotogênicas também, apesar de ser complicado captar toda a beleza sem dispor de uma escada, principalmente por causa do contra-luz. Mas vale insistir, depois é só descartar em torno de 98% das fotos ;-) .

Prunus cerasifera - um pé de ameixa ornamental, com folhas de constante vermelho-vinho, cujos frutos têm mais caroço que polpa e muito tanino, não sendo interessantes ao paladar.


***

Duas espécies de Prunus comestíveis plantadas numa ilha do Delta do Paraná. Não lembro quantos pés há lá, mas na hora da colheita sei que trouxeram 11 cestos lotados e deixaram um monte para a fauna local. Na foto com os frutos, metade um dos 11 cestos colhidos que ganhei de presente. Doces, deram origem a um bolo, a um mousse de ameixas e a sorbet.

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Esse pé de ameixa é do jardim da casa de amigos aqui em Buenos Aires. Numa área pequena eles têm mais dois pés de ameixa, um quinoto, uma mini-horta, dois tipos de uvas e muitos vasos em todos os cantos.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O poste que virou árvore - 2


Dessa vez, árvore de verdade: um ipê amarelo. Vai lá conferir.

Pergunto: quem foi que teve coragem de cortar um ipê desse porte in the first place? Hugh?

Verde esperança


Essa se salvou por pouco da tesoura de poda. Habita a cerca-viva da casa de meus pais. Acho que não gostou de ter ficado sem o cobertor de folhas que a protegia, hoje de manhã havia mudado para endereço desconhecido. Que tipo de borboleta sairá dela?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Assim, dá até pra (quase) gostar de shopping


Não sou fã de shopping. Apesar de reconhecer que gastar dinheiro é uma ótima solução para dias de mal-humor, não faço uso desse tipo de terapia por questões monetárias e por princípios - acho que já temos demais, criamos lixo demais e devemos nos controlar para não comprar o desnecessário.
Mas meu desgosto por shoppings não se deve a isso (afinal, dá pra gastar $$ fora do shopping também). Nunca entrei num cassino, mas acho que deve ser igualzinho aos shoppings (ou à maioria deles): um lugar fechado, onde se perde a noção do tempo (em horas) e do tempo (chuva, sol, frio, calor, vento ou ausência dele...).
Aí, num dia de chuva, me rendi e fui conhecer o mais novo shopping de Buenos Aires - DOT Baires Shopping (êita nominho feio esse!). Havia ouvido comentários sobre sua arquitetura cheia de vidros, janelas e vistas da cidade. Depois um professor comentou sobre a decoração. Considerando que já se passaram vários meses desde a inauguração e de que não há mais filas quilométricas para entrar nele, fui. E gostei do que vi: LUZ NATURAL, PLANTAS DE VERDADE E JARDINS EXTERNOS.

Mesmo assim, nada como um parque, uma praça ou um belo jardim... E uma feirinha de artesanato, onde as coisas são mais exclusivas e mais a minha cara ;-)

Cerâmicas

Ó o que eu sei fazer!

Acabou... Agora só ano que vem recomeça a oficina de cerâmica da Municipalidad de Vicente López. Sentirei saudades, mas continuarei transformando barro em objetos usando as técnicas que aprendi até agora.

Mais, aqui.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Opuntias nativas da ribeira do Rio da Prata

Opuntia brasiliensis

Quando acabava de começar meu trabalho como voluntária no viveiro de nativas da Reserva Ribera Norte, assignaram-me uma tarefa ao melhor estilo batismo: inventariar (leia-se livrar os vasos de daninhas, afofar a parte superior da terra, trocar vasos, arrumar esses nos pallets...) as cactáceas.
Lá temos duas que são reconhecidas pelo Instituto Darwinion como nativas da região do Delta e costa do Rio de la Plata: a Opuntia brasiliensis e a Opuntia aurantiaca.
A O. brasiliensis comportou-se bastante bem. Fiz estacas novas, passei a vasos maiores, arrumei as fileiras. Temos umas plantadas na terra que agora estão espetaculares, florescendo e frutificando.
Mas o real motivo de assignarem essa tarefa aos novatos como eu é testar a persistência na hora de lidar com a Opunita aurantiaca. Seus segmentos se desprendem com muita facilidade da planta-mãe, ficando agarrados pelos espinhos com ponta ligeiramente em gancho em qualquer coisa que os toque: a pelagem de um cachorro, nossa roupa, minhas luvas (de couro grossas!), minha pele... Eita plantinha com vontade de viver e se propagar essa! Segmentos quase secos, todos mirradinhos, com a menor atenção, terra e água voltam a brotar.
Venci o desafio daquele momento. Desde então não venho mais lidando com as cactáceas. Os vasos estão novamente com daninhas, pois
não são de interesse paisagístico para as pessoas que procuram nativas. A não ser que alguém queira plantá-las como defesa anti-invasores (sejam humanos, felinos, caninos ou outros), é difícil alguém se interessar por ela. Estou há 7 meses trabalhando lá e nunca vi um vaso sequer ser vendido... Também, pudera: meses depois ainda encontro a ponta de alguns espinhos do lado de dentro de minhas luvas (de couro grossas)...

Opuntia aurantiaca - esses vieram grudados em mim para casa e foram plantasdos (só o tempo dirá por quanto tempo)


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Alhos e bugalhos

Alhos, ok. Mas bugalhos? O que são bugalhos?
Uma breve busca na internet me levou a essa definição encontrada no Yahoo Respostas:

O motivo de as pessoas confundirem os dois se deve ao fato de ambos serem angiospermas.
Alho é o nome comum dado às várias espécies do gênero Allium, da família das aliáceas. Por outro lado, o bugalho é também conhecido como noz-de-galha. Trata-se do cecídio do carvalho, protuberância esférica e que contém formações semelhantes a tubérculos, contendo alta concentração de tanino. Bem, realmente à primeira vista são meio parecidos e as pessoas podem confundir.

Esquerda, um alho e direita, um bugalho

Fonte(s): Coluna Ooops - UOL - 17/02/2005

OK, convincente.

***

Agora vamos ao que interessa: os alhos que plantei aqui em casa (xi, já tô chamando a casa dos meus pais de minha... Faz um ano que estou aqui).

Tudo começou com dentes de alho já brotados (demais) para consumo na cozinha e minha eterna curiosidade em ver crescer aquilo que na prateleira do supermercado já vem 'pronto'. Também do fato das flores de alho serem lindas (à venda no CEASA, como flor de corte para decoração e arranjos florais) e de eu nunca ter visto uma aparecer como num encanto dentro de um vaso meu.
Ainda não cheguei na flor (e não sei se as chuvas permitirão que a planta sobreviva até lá), mas pelo menos sei que as cabeças de alho estão se formando a contento.
Hoje fui obrigada a tirar duas das plantas do vaso - chove e chove e chove e chove copiosamente nessa cidade e tudo anda mais para plantas palustres que para horta por aqui no momento. A parte aérea de duas plantas de alho havia apodrecido, então pude saciar minha curiosidade e ver o que estava acontecendo debaixo da terra.
Eis o resultado:

Allium sativum

A cabeça mais formada com dentinhos imaduros porém já aromáticos, foi pra panela ontem compor um delicioso molho para bifes bem altos de filé mignon cozidos ao ponto. Nham! Não sobrou nada para contar estória (nem sequer tempo para a foto).

Alguns dados do plantio de alho:
Quatro dentes já brotados foram plantados em abril;
Um deles não quis seguir viagem já logo no começo;
Dizem que para a cabeça se formar melhor, deve-se dar um nó na parte aérea, assim a seiva se concentra na raíz. Isso foi feito em outubro;
Após muitos dias de chuvas muito fortes, duas plantas não aguentaram. Hoje retirei as cabeças em formação da foto acima. Uma delas estava até dando uma segunda cabeça.
Uma planta continua no vaso, sem nó, para ver se chego até a inflorescência (acho que não...).

==> 09DEC09: essa semana colhi a outra cabeça de alho, já mais desenvolvida. Não agüentou a chuva... Beleza, agora o vaso está livre para a próxima plantação ;-)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Oficina de compostagem

Antes tarde, que mais tarde. Já fiz, testei a receita em casa (com sucesso, claro) e recomendo. Lá vai o que Nilce esqueceu no mail anterior.

Pessoal,
Faltou a inclusão da Oficina abaixo na programação dez./09 Escola de Jardinagem :

Oficina "Compostagem Doméstica"

Facilitadora: Bióloga Assucena Tupiassú

Objetivo: Mostrar como produzir o composto orgânico com resíduos gerados diariamente em casa, contribuindo assim para a saúde das plantas e diminuindo a quantidade de lixo encaminhado para os aterros da cidade. Fornece aos participantes conhecimentos teóricos e práticos com a conseqüente incorporação de atitudes e valores.

Público-alvo: Freqüentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.

Dia/Horário: 01 de dezembro, terça-feira, às 14h
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Sala 2
Duração: 3 horas

Vagas: 30 (mínimo 15 pessoas para realização do evento)

Abraços,

Nilce

Agenda da Escola de Jardinagem - DEC09

Aproveitem, palestrantes de qualidade, assuntos tratados com paixão


Programação de atividades


Inscrições:

Na Secretaria da Escola de Jardinagem localizada no Prédio da Administração do Parque Ibirapuera, próximo ao portão 4, pelo telefone (11) 5539-5291 , de segunda a sexta-feira,das 9:00 às 12:00 horas e das 13:00 às 16:00 horas ou mesmo através do e-mail oficinasjardim@prefeitura.sp.gov.br, informando nome completo, RG e um telefone fixo.

Atenção:

A inscrição não garante a vaga, é necessário que o interessado confirme sua presença através de telefone ou e-mail, impreterivelmente, nas datas/horários informados abaixo. Não havendo esta confirmação, as vagas serão cedidas aos pretendentes incluídos em lista de espera que deverão ligar dois dias úteis antes do evento, para verificar se existem vagas por desistência.

Se o número mínimo de participantes não for atingido, as Oficinas e Palestras serão canceladas e os inscritos avisados no dia anterior.

Programação Dezembro/ 2009

Minicurso

Minicurso "Arranjos Natalinos” – Aos sábados
Facilitadora: Lesly Monteiro
Objetivo: Introduzir técnicas básicas para arranjos natalinos.
Público-alvo: Frequentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.
Dias/Horário: 05 e 12 de dezembro, das 14:00 às 18:00 horas.
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Campo Experimental 2.
Vagas: 25 (mínimo 10 pessoas para realização do evento).
Observação: Os participantes deverão trazer os seguintes materiais:


Para árvore de natal feita com jornal (1° sábado - 05/12):
Bastante jornal, durex, fita crepe, fita “water proof” (ou dupla face de boa qualidade), arame para flores número 21/22, esponja floral (02 unidades já úmidas), bolas de natal pequenas (aproximadamente 20 unidades douradas), nozes (aproximadamente 20 unidades), fio dourado (03 metros), gérberas vermelhas (04 unidades), “mini-rosa” vermelhas (03 maços), folhas de camélia (01 maço), musgo fofão (01 caixa), vaso ou cachepô tamanho médio sem muitos desenhos, de preferência dourado, ou, na falta, trazer juta para cobrir o vaso.
Para guirlanda no vaso de vidro (1° sábado - 05/12):
Vaso transparente tamanho médio, lentilha seca (01 kilo), bolas de natal médias (10 unidades, cinco vermelhas, cinco douradas), pinhas (03 unidades), vela decorativa (aproximadamente 20cm de altura), aparador de vento para a vela (opcional), fita vermelha 2cm de largura (02 metros), fita dourada 2cm de largura (02 metros), arame para flores, esponja floral (01 unidade já úmida), pitósporos (01 maço), tango (01 maço), crista-de-galo vermelha (01 maço), hipérico (01 maço).


Para árvore natalina (2° sábado - 12/12):
Espuma floral em formato de cone (40cm de altura), arame para flores número 21/22, correntes de natal com argolas pequenas prateadas (02 unidades), musgo fofão (1/2 caixa), rosas carolas (03 dúzias), eríngio (02 maços), áster roxo ou agerato (apenas como opção, caso não encontre o eríngio), limão (10 unidades), cravo (02 pacotes), vaso ou cachepô tamanho médio sem muitos desenhos, de preferência dourado, ou, na falta, trazer juta para cobrir o vaso.


Para arranjo suspenso (2° sábado - 12/12):
Floral em formato de bola (20cm de largura), tela de galinheiro fina, arame bola, arame para flores número 21/22, fita vermelha 4cm de largura (02 metros), fita prateada 2cm de largura (02 metros), corrente com tema natalino (prateada), papel crepom vermelho, cravos mesclados de branco com vermelho (20 unidades), musgo fofão (1/2 caixa), gipsófila (01 maço).
Para ambos os dias é necessário faca sem serra e tesoura própria para flores.
***Lista principal a ser confirmada no dia 02/12, das 09:00 às 16:00 horas***
***Lista de espera a ser confirmada no dia 03/12, das 09:00 às 16:00 horas***

Oficinas e palestras


OFICINA "Atendimento às Plantas"
Facilitadores: Engenheiros Agrônomos Oswaldo e Juscelino (o mesmo desse vídeo aqui)
Objetivo: Fornecer aos participantes informações personalizadas em relação aos fatores de cultivo e manutenção de plantas em geral, tais como: fazer mudas, controlar pragas e doenças e poda de condução.
Público-alvo: Frequentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.
Dia/Horário: 02 de dezembro, quarta-feira, às 14:00 horas.
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Sala 1.
Duração: 3 horas.
Vagas: 25 (mínimo 15 pessoas para realização do evento).
Observação: O participante deverá trazer sua planta e/ou amostra para análise dos engenheiros que farão o atendimento.
***Lista principal a ser confirmada no dia 27/11, das 09:00 às 16:00 horas***
***Lista de espera a ser confirmada no dia 30/11, das 09:00 às 16:00 horas***

PALESTRA "Análise de Projetos de Paisagismo" - adoro a Assucena, pena que não estou em Sampa para me deliciar com ela nesse dia...
Facilitadora: Bióloga Assucena Tupiassú
Objetivo: Apresentar estudos de casos de projetos de paisagismo, para que os participantes tenham uma percepção / visão real das etapas do desenvolvimento de um jardim.
Público-alvo: Frequentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.
Dia/Horário: 03 de dezembro, quinta-feira, às 14:00 horas.
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Sala 1.
Duração: 3 horas.
Vagas: 40 (mínimo 20 pessoas para realização do evento).
***Lista principal a ser confirmada no dia 30/11, das 09:00 às 16:00 horas***
***Lista de espera a ser confirmada no dia 01/12, das 09:00 às 16:00 horas***

OFICINA "Terrário: Um Pedacinho de Natureza"
Facilitadoras: Bióloga Maria de Lourdes e Estagiária Marcella Carla de Araujo
Objetivo: Propiciar aos participantes conceitos básicos sobre o funcionamento dos ciclos da natureza a partir da criação de um ambiente que simule, em pequena escala, as condições naturais do Planeta Terra.
Público-alvo: Frequentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.
Dia/Horário: 07 de dezembro, segunda-feira, às 14:00 horas.
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Campo Experimental 1.
Duração: 3 horas.
Vagas: 25 (mínimo 15 pessoas para realização do evento).
Observação: O participante deverá trazer um pote de plástico, vidro ou acrílico, transparente, de no mínimo 10cm de altura, com tampa, que será usado como recipiente para montagem do terrário. Por exemplo, embalagem de café, maionese, etc.
***Lista principal a ser confirmada no dia 02/12, das 09:00 às 16:00 horas***
***Lista de espera a ser confirmada no dia 03/12, das 09:00 às 16:00 horas***

OFICINA "Manutenção de Canteiros"
Facilitador: Estagiário Ivan Arouca Garofalo
Objetivo: Apresentar técnicas sobre manutenção de canteiros residenciais.
Público-alvo: Frequentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.
Dia/Horário: 08 de dezembro, terça-feira, às 14:00 horas.
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Sala 2.
Duração: 3 horas.
Vagas: 20 (mínimo 10 pessoas para realização do evento).
***Lista principal a ser confirmada no dia 03/12, das 09:00 às 16:00 horas***
***Lista de espera a ser confirmada no dia 04/12, das 09:00 às 16:00 horas***

PALESTRA "Alimentação Saudável"
Facilitador: Engenheiro Agrônomo Oswaldo
Objetivo: Mostrar aos participantes a importância da alimentação na manutenção da saúde e prevenção de doenças.
Público-alvo: Frequentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.
Dia/Horário: 09 de dezembro, quarta-feira, às 09:00 horas.
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Sala 2.
Duração: 3 horas.
Vagas: 40 (mínimo 20 pessoas para realização do evento).
***Lista principal a ser confirmada no dia 04/12, das 09:00 às 16:00 horas***
***Lista de espera a ser confirmada no dia 07/12, das 09:00 às 16:00 horas***

OFICINA “Conhecendo as Árvores do Parque Ibirapuera” - já participei dessa oficina e AMEI
Facilitador: Engenheiro Agrônomo Mário
Objetivo: Mostrar aos participantes, através de uma trilha, a riqueza de espécies presentes no Parque Ibirapuera.
Público-alvo: Frequentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.
Dia/Horário: 10 de dezembro, quinta-feira, às 09:00 horas.
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Sala 2 e Parque Ibirapuera.
Duração: 3 horas.
Vagas: 40 (mínimo 20 pessoas para realização do evento).
Observação: O participante deverá estar com roupas e calçados confortáveis para realizar a trilha e poderá trazer máquina fotográfica. Em caso de chuva ou garoa, o evento será cancelado.
***Lista principal a ser confirmada no dia 07/12, das 09:00 às 16:00 horas***
***Lista de espera a ser confirmada no dia 08/12, das 09:00 às 16:00 horas***

PALESTRA "Mudanças Climáticas"
Facilitadora: Rachel Costa Glueck
Objetivo: Fornecer aos participantes informações a respeito de mudanças climáticas, conscientizando-os sobre o assunto.
Público-alvo: Frequentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.
Dia/Horário: 10 de dezembro, quinta-feira, às 14:00 horas.
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Sala 1.
Duração: 3 horas.
Vagas: 40 (mínimo 20 pessoas para realização do evento).
***Lista principal a ser confirmada no dia 07/12, das 09:00 às 16:00 horas***
***Lista de espera a ser confirmada no dia 08/12, das 09:00 às 16:00 horas***

PALESTRA "Pragas e Doenças" - já tive a oportunidade de aprender com Mário sobre P+D, tanto na Escola de Jardinagem como no curso da EPP
Facilitador: Engenheiro Agrônomo Mário
Objetivo: Apresentar aos interessados informações básicas a respeito das pragas e doenças de plantas.
Público-alvo: Frequentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.
Dia/Horário: 15 de dezembro, terça-feira, às 09:00 horas.
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Sala 1.
Duração: 3 horas.
Vagas: 40 (mínimo 20 pessoas para realização do evento).
***Lista principal a ser confirmada no dia 10/12, das 09:00 às 16:00 horas***
***Lista de espera a ser confirmada no dia 11/12, das 09:00 às 16:00 horas***

OFICINA "Atendimento às Plantas"
Facilitadores: Engenheiros Agrônomos Oswaldo e Juscelino
Objetivo: Fornecer aos participantes, informações personalizadas em relação aos fatores de cultivo e manutenção de plantas em geral, tais como: fazer mudas, controlar pragas e doenças e poda de condução.
Público-alvo: Frequentadores do Parque Ibirapuera, alunos da Escola de Jardinagem e munícipes em geral.
Dia/Horário: 16 de dezembro, quarta-feira, às 09:00 horas.
Local: Escola Municipal de Jardinagem, Sala 1.
Duração: 3 horas.
Vagas: 25 (mínimo 15 pessoas para realização do evento).
Observação: O participante deverá trazer sua planta e/ou amostra para análise dos engenheiros que farão o atendimento.
***Lista principal a ser confirmada no dia 11/12, das 09:00 às 16:00 horas***
***Lista de espera a ser confirmada no dia 14/12, das 09:00 às 16:00 horas***

Atividades Descentralizadas
Minicurso de Jardinagem em Parques – SVMA

MINICURSO DE JARDINAGEM
Objetivo: Apresentar uma versão condensada e de perfil prático do Curso Municipal de Jardinagem. São oito temas, distribuídos em quatro encontros de quatro horas cada um: jardinagem, solos, multiplicação de plantas, hortas, árvores e arbustos, trepadeiras, gramados e forrações, plantas de interior.
Inscrições: Através do próprio parque onde será realizado o evento e por telefone.

Parque da Região Centro-Oeste

Parque Cemucam: Administradora Regina Kelly Rodrigues
End.: Rua Mesopotâmia, s/n – Km 24,5 da Rodovia Raposo Tavares – Granja Viana
Tel.: (11) 4702-2126
Facilitador: Marco Aurélio Gattamorta
Período e horário de realização: 07 a 11/12, a partir das 13:00 horas

A difícil tarefa de ilustrar um projeto

Para mim, um dos maiores desafios em ser paisagista é ilustrar um projeto e fazer com que terceiros entendam o que se passa na minha cabeça. Isso é bem difícil porque as pessoas costumam ter dificuldades em ler plantas (que são relativamente fáceis de se desenhar), as elevações ficam 'chapadas' e apesar de cores e/ou sombras não transmitem exatamente a sensação de se estar no local, estou apenas me iniciando em desenhos em perspectiva (a axonométrica fica bastante esquisita e a de um ponto de fuga ainda é apenas o próximo desafio a encarar) e os croquis, mais livres, rápidos e cheios de vida e movimento ainda não passam de utopia na minha vida (as primeiras tentativas mais se assemelham a alguma obra de arte abstrata mal feita que a outra coisa... se bem que fiz dois copiando fotos de uma maquete minha que até que ficaram bons - melhor nem contar quanto tempo levei para chegar neles...). Na minha incessante busca pelo aprendizado já gastei muito papel, já apontei vários lápis, já comprei muitas borrachas novas, fiquei ainda mais amiga de réguas, esquadros e quetais e ando buscando muita informação internet afora. Nessas acabei encontrando o site e o blog do arquiteto ilustrador Eduardo Bajzek Barboza. Seu trabalho é lindo, uma inspiração para me tornar uma paisagista bem-remunerada criando e poder me dar ao luxo de pagar alguém que faça ilustrações por mim. ;-)

Eis um exemplo do trabalho dele. Escolhi essa ilustração porque conheço pessoalmente o lugar e acho que realmente ficou muito bom. Mais informações aqui.

Alguém saberia me dizer onde mais posso aprender a difícil arte de ilustrar uma idéia? Desenhar algo que já existe já é suficientemente difícil...



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Horta pet

Acabei de ver no Daqui do meu quintal e não pude resistir a publicar também.
O Juscelino é professor da Escola Municipal de Jardinagem. Tive o prazer de ter aula com ele e algum dia ainda farei o curso de cultivo de orquídeas que várias pessoas já me disseram ser excelente.
Divirtam-se com as sugestões dele.

Da semente à semente


Um ciclo se completa. Da semente comprada e plantada, ao broto, à planta (e à colheita para consumo com arroz e feijão), à inflorescência, à semente.
Pronto. Já podemos começar de novo.
Uma parte das sementes será doada à horta educativa do botânico (com devida informação sobre plantio e consumo, por aqui a couve não é conhecida), outra vai para outras hortas amigas e uma parte para replantio por aqui mesmo.
Alguém mais quer sementes? Não foi usado qualquer tipo de adubo químico ou agrotóxicos durante sua formação.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Flores que a gente não costuma ver

Couve (Brassica oleraceae): haste floral em formação, flores e sementes em crescimento

Ando curiosa de ver o que a gente não costuma ver, as flores da horta.
A não ser que sejam o objeto do desejo - como flores de abobrinha, de capuchinha (Tropaeolum majus), de alcachofra (imaduras), de brócoli (também antes de abrirem), quase não conhecemos as flores da horta.

Esse ano fotografei os estágios de floração da couve. Agora estou esperando as sementes amadurecerem. E estou me contendo para não consumir uma alface lindíssima à espera de suas flores. A cebola já lançou a haste floral, resta esperar. Meu manjericão em São Paulo já floreceu, mas não fotografei... As sementes da salsinha eu conheço, mas não suas flores. Que coisa! Plantei cenoura, mas essa está difícil até de querer crescer. Não sei se chego até a flor. O rabanete a gente comeu, também seus brotos. Quem sabe na próxima deixo algum para dar flor e sementes. A do linho é linda, azul, etérea. E já virou estrela aqui.
Horta em vasos é assim mesmo, a vontade e a curiosidade são maiores que a superfície disponível para plantio...