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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O que é, o que é?


Inspirada pelos desafios que Neide vez por outra publica no Come-se, quis fazer igual. Ou parecido.
Quem arrisca dizer o que usaram para forrar o chão dessa praça?
Acabei reparando porque fiquei um tempo sentada na sobra de uma paineira (que me bombardeava com suas flores) antes de empreender a caminhada de volta para a casa de meus pais.

Não sei se concordam comigo, mas, apesar de gostar muito do efeito de seixos rolados usados para forrar o chão, vasos e jardineiras, sinto-me bastante culpada ao pensar em fazê-lo. Isso porque sei que a Natureza levou um bom tempo para deixá-los tão redondinhos e agradáveis ao tato e que eles nem sempre são extraídos do fundo dos rios de forma sustentável. Ou seja, eles são finitos. Além do mais, a extração aprofunda o leito do rio, predispõe ao assoreamento, influi na fauna... Para extraí-los de forma legal, a mineradora deve ter o EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental / Relatório de Impacto Ambiental) e conseguir as devidas autorizações do Ministério do Meio Ambiente, o que implica em constantes controles e compensações ambientais que tem um custo para a empresa. Será que aquele "tantinho" que compramos no CEASA vem de uma fonte certificada? (leia mais no fim do post)


Por isso fiquei chocada ao identificar o que forra o chão dessa praça.
Quando eu era criança, costumava andar pela praia e juntar conchinhas. Por sorte minha mãe não deixava que eu levasse todas para casa - por causa do cheiro de peixe e da areia - mas isso tinha um efeito colateral muito benéfico: elas ficavam lá, na praia, para devolver calcário ao mar e para que mais pessoas delas pudessem desfrutar.
E hoje? Quem é que consegue achar conchinhas na praia? Isso está cada vez mais difícil, que tristeza... Não tenho filhos, mas se os tivesse não poderia repetir com eles algo que me dava tanto prazer quando minha mãe caminhava comigo molhando os pés na água do mar e caçando conchinhas desabitadas. Com meu irmão, competíamos para ver quem encontrava a mais bonita.
E você, o quem a dizer a esse respeito?


***

"A fauna característica do leito depende diretamente de condições naturais, como por exemplo, da renovação contínua dos seixos rolados e da presença de margens íngremes. O que não se verifica em rios regulados onde ocorre a senilidade dos mesmos. Com a realização de obras hidráulicas, o perfil é reduzido, o leito aprofundado e a velocidade da corrente aumentada. O aumento da capacidade de vazão reduz a freqüência de transbordamento das cheias menores e médias, porém permanecem as grandes enchentes. A relação entre rio e baixada inundável é interrompida, contribuindo para o desaparecimento de locais para a desova de peixes, por exemplo."

Extraído de uma publicação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SEMADS - Rios e Córregos - Preservar - Conservar - Renaturalizar - A recuperação de rios, possibilidades e limites da engenharia ambiental - Abril 2001 - disponível nesse link no dia da publicação desse post.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Amigos: meu tesouro!

O que seria de mim sem minhas amizades? Certamente bem menos do que sou hoje. Amei, Pri, receber mais esse carinho seu. Obrigada, obrigada, obrigada!!!

♥♥♥

Eis as regras: repassar a missão a mais 8 blogs e avisar os escolhidos.

Diz o seguinte
Gula: comer além do necessário e a toda hora;
Avareza: cobiça de bens materiais e dinheiro;
Inveja: desejar atributos, status, posse e habilidades de outra pessoa;
Ira: junção dos sentimentos de raiva, ódio, rancor, que são incontroláveis;
Soberba: falta de humildade de uma pessoa, alguém que se acha auto-suficiente;
Luxúria: apego aos prazeres carnais;
Preguiça: aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.

E o que eu digo...
Gula: Aquela pelos doces já melhorou bastante, mas reconheço que esse é um de meus pecados mais fortes... Uma luta constante. Ao menos é consciente e mantido sob cosntante vigilância (nem sempre bem-sucedida, diga-se...)
Avareza: Não sou de me endividar para ter coisas, nem viciada em shoppings e tampouco considero gastar dinheiro uma terapia. Mas quem é que não tem desejos e ambições? Procuro dividir e compartir o que tenho...
Inveja: Prefiro pensar que há uma inveja destrutiva (essa, um vício) e outra construtiva, que nos faz sonhar e correr atrás de nossos sonhos. Não deixo a primeira mandar em mim, ufa!
Ira: Há momentos em que ela vem com tudo, mas com o tempo, a idade, a maturidade, as experiências de vida vamos nos tornando mais fortes que ela. É assim comigo e desejo que seja para todos, é muito bom sentir-se mais forte que ela. Aqui um texto publicado por uma amiga e que é muito apropriado para o tema.
Soberba: Acredito que sempre temos algo para aprender e que temos que nos policiar para perceber isso nos temas com os quais temos mais familiaridade, pois a tendências a ser sabichões nesses casos é fatal.
Luxúria: Car-o-quê? Acho até que preciso um pouco mais disso em minha vida, hahaha (rir para não chorar).
Preguiça: Em muitos momentos me considero preguiçosa, em outros, muito ativa. No fim, acho que a coisa se equilibra. Não tenho medo de arregaçar as mangas quando necessário, mas às vezes faz falta um empurrãozinho e algo de motivação.



Troféu do Amigo
Esses blogs são extremamente charmosos. Esses blogueiros têm o objetivo de achar e serem amigos. Eles não estão interessados em se auto-promover. Nossa esperança é que quando os laços desse troféu sejam aumentados, ainda mais amizades sejam propagadas. Entregue esse troféu para oito blogueiros que devem escolher oito outros blogueiros e incluir esse texto junto com seu.

Seguem os meus arduamente selecionados para as duas missões (vou procurar não me repetir e a cada vez prestigiar mais gente legal que aparece todos os dias):


Banda Sal Grosso - a trilha sonora de tantos churrascos inesquecíveis
Isa, Bela Isa - Alguns Estratagemas (supra mencionada)
Buriti Paisagismo - amigas mais recentes
Mentiras Sustentáveis - do eco-amigo Pedro
Minhas Suculentas - amigo d'além mar
No Time for Flashcards - americano, para globalizar a brincadeiras - excelente para quem tem filhos pequenos e quer se divertir com eles, também para quem gosta de artesanato
Vida de Viajante - do amigo de antigas datas de ecoturismo
La Cuccineta - para deixar os dias mais gostosos

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Terapia

Desci para dar a ração dos cachorros. Me distraí com os vasos.

:-)

Lembrei da composteira, acabei com as unhas cheias de terra reformando vasos, dividindo plantas, começando um rejuntado de vasos lá em cima da laje da lavanderia, algo que algum dia vou fazer decentemente.

E fiquei mais feliz.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

São Paulo: mais de 4600 praças

Pode não parecer - até mesmo o artigo "Uma praça de presente" diz isso - mas São Paulo tem mais de 4.600 praças e no dia 2 de outubro de 2008 terá mais uma, a Praça Victor Civita. Oba!
Visitar praças e parques está se tornando uma vontade cada vez maior. Para que ficar sempre nas mesmas? Há um mundo por descobrir aqui mesmo antes de gastar com viagens. Não que seja a mesma coisa, longe disso! Mas conhecer o nosso faz com que gostemos mais da cidade e tenhamos mais vontade de cuidar dela.
Essa especificamente tem ainda um detalhe interessante de sua história:

"(...) Fruto de uma parceria entre a prefeitura e o Instituto Abril, a reocupação do prédio do antigo incinerador e seu entorno se mostrou um grande desafio. “Uma equipe de técnicos detectou no terreno contaminação por metais pesados e fuligem”, explica a arquiteta Adriana Levisky, que assina o projeto de reabilitação com as arquitetas Anna Júlia Dietzsch e Renata Gomes. Substituir ou descontaminar o solo seria demorado. Cimentar tudo não seria ecológico. A trinca de profissionais propôs, então, cobrir o terreno com 50 cm de terra para isolar a contaminação. Mas não só isso. O projeto definiu ainda uma alternativa pioneira: construir decks a 1 m do chão. “Manter a história do lugar faz da praça um espaço de reflexão”, diz Adriana. Em vários percursos, painéis vão apresentar informações sobre sustentabilidade e dar dicas de boas práticas para o dia-a-dia. (...)"

Itatiba está terminando um parque que também será muito especial, como eu já contei brevemente aqui.

Por projetos como esses, pela reforma da praça perto de casa, pelas jabuticabeiras, pitangueiras, petréias em flor, pela cidade mais verde e por palestras sobre sustentabilidade como a que assisti ontem no Ibmec é que acredito que sim, podemos ter um presente e um futuro melhores.

***
Praça Victor Civita
Abertura ao público: 02.10.2008
quase 14 mil m2 na rua Sumidouro, em Pinheiros
o terreno abrigou por 40 anos um incinerador

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Qualidade de vida em Sampa

Olha só que bacana (do site Planeta Sustentável, artigo publicado em 18.08.2008):

Praças e parques de São Paulo: espaços de convivência
Com 5.500 praças e 43 parques municipais concluídos, que devem chegar a 100, até 2012, São Paulo tem procurado criar soluções para melhoria da qualidade de vida da população

Por Thays Prado

Com uma rotina que envolve trânsito, poluição, correria e muito concreto, é fundamental para a saúde mental dos paulistanos – e de todos os moradores de grandes cidades – ter seus momentos de lazer e de contato com a natureza. Em uma cidade sem praia, nada melhor do que usufruir das praças e parques – espaços públicos, a que todos podem ter acesso, passear com a família, reunir amigos, conhecer novas pessoas e desfrutar de uma paisagem mais verde.

Em evento realizado no dia 14 de agosto, na Editora Abril, quatro especialistas falaram um pouco da situação de nossos espaços públicos de convivência e apontaram soluções – já em andamento – para a preservação e melhoria das praças e parques de São Paulo.

Eduardo Jorge, secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, falou sobre o Programa 100 Parques para São Paulo, uma iniciativa da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que prevê um total de 100 parques para o município até o ano de 2012.

O secretário comentou que, em 2005, a cidade contava com 33 parques. Desde então, outros dez foram construídos e mais vinte e três estão em fase de implementação. Trinta e quatro novas áreas já foram desapropriadas com a intenção de serem transformadas em parques nos próximos anos e outras 32 áreas estão em fase de negociação e pode ser que também sejam destinadas ao Meio Ambiente.

No último ano, dos quase R$315 milhões que compõem o orçamento da secretaria, cerca de R$50 milhões foram investidos em parques lineares, áreas verdes próximas às várzeas dos rios que, além de se constituírem como espaços de lazer, impedem as enchentes e a invasão imobiliária sobre as águas. De acordo com Eduardo Jorge, a intenção é conseguir mais R$200 milhões junto ao FUNDEMA – Fundo de Defesa do Meio Ambiente para investir nessa mesma tendência no ano que vem.

Um modificação na dinâmica de escolha dos responsáveis pela manutenção e administração dos parques já trouxe vitalidade para esses espaços. Anteriormente, os cargos eram nomeados por vereadores, mas, este ano, foi lançado um edital para a seleção dos profissionais, para o qual mais de duas mil pessoas com nível universitário e experiência em gestão ambiental se inscreveram. “Foi um grande salto administrativo”, garante Eduardo Jorge. Outro quesito que mereceu investimento foi a segurança dos parques municipais. Atualmente, todos eles contam com segurança privada, o que consome R$18 milhões do orçamento da secretaria.

Durante o encontro, o secretário Eduardo Jorge também anunciou o lançamento, previsto para o dia 28 de agosto, do Programa Zeladores, que consiste em contratar moradores do entorno de praças que estejam desempregados e treiná-los para que façam a manutenção desses espaços de convivência. Inicialmente, será feita uma experiência com 40 pessoas, que deve se expandir se o programa funcionar bem.