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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Deu fome? Que tal comer flores?





Quando era criança me ensinaram a chupar o néctar de umas flores vermelhas (Salvia coccinea), depois vi que usavam o amor-perfeito (Viola x wittrockiana) para decorar pratos e que inclusive a vendiam (caro) no Pão de Açúcar. Essa ainda não provei... Também está em minha lista de pendências provar as flores de abóbora*. Provei pétalas de rosas. E flores de Sedum acre.
Há muitas e muitas mais para provar...
As da foto são Capuchinhas (Tropaeolum majus) que aprendi a comer no curso de jardinagem gastronômica do Sabor de Fazenda. As folhas foram recheadas com ricota temperada com maionese, cenoura ralada, ciboulette, sal e pimenta. Sucesso total de público e bilheteria!

Um amigo meu diz que todas as flores são comestíveis, mesmo as de plantas venenosas para o homem, já que as flores não possuem venenos para atrair seus polinizadores. Será? Alguém pode corroborar essa informação? Se assim for sairei provando flores adoidadamente...

Próxima na lista: aloe (aqui também).


Check! Fiz recheadas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A puro color




Assim são as calçadas de Buenos Aires nessa época: muitas bancas de flores multicoloridas, um prazer visual.

terça-feira, 2 de março de 2010

Flores x latitudes


Uma das coisas que algum dia gostaria de fazer é morar um ano e meio num lugar onde neva, para ver bem as estações do ano, as flores da tão marcante primavera. Enquanto não faço isso, vejo a vida em Buenos Aires como sinopse dessa realidade. Foi muito legal ver todas as plantas da mini-horta-em-vasos-na-parede, os arbustos, as árvores das ruas, os jardins das casas e parques, as reservas ecológicas floridas há uns meses atraz e bem mais contidos em sua explosão de cores no fim de fevereiro.
Tinha comentado isso com minha mãe no começo da semana passada. Ontem rodando por São Paulo percebi que aqui o festival de cores continua, que nossa latitude tropical faz uma diferença tremenda. Já sei que isso é esperado, que está escrito nos livros de geografia e tal, mas constatar isso pessoalmente é bem mais legal, como já diz lá em cima no blog: tenho que tentar por mim mesma e comprovar que a teoria realmente funciona na prática.
Adorei a sensação que tive com tantas cores e plantas usadas por aqui. Isso aumenta minha vontade de morar num lugar coberto pela neve e poder apreciar a natureza nascendo dela na primavera. Mas por 18 meses, mais que isso não sei não... Afinal, as melhores estações do ano são a primavera e o outono, nem tão quente, nem tão frio. Ou não?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Flores que a gente não costuma ver

Couve (Brassica oleraceae): haste floral em formação, flores e sementes em crescimento

Ando curiosa de ver o que a gente não costuma ver, as flores da horta.
A não ser que sejam o objeto do desejo - como flores de abobrinha, de capuchinha (Tropaeolum majus), de alcachofra (imaduras), de brócoli (também antes de abrirem), quase não conhecemos as flores da horta.

Esse ano fotografei os estágios de floração da couve. Agora estou esperando as sementes amadurecerem. E estou me contendo para não consumir uma alface lindíssima à espera de suas flores. A cebola já lançou a haste floral, resta esperar. Meu manjericão em São Paulo já floreceu, mas não fotografei... As sementes da salsinha eu conheço, mas não suas flores. Que coisa! Plantei cenoura, mas essa está difícil até de querer crescer. Não sei se chego até a flor. O rabanete a gente comeu, também seus brotos. Quem sabe na próxima deixo algum para dar flor e sementes. A do linho é linda, azul, etérea. E já virou estrela aqui.
Horta em vasos é assim mesmo, a vontade e a curiosidade são maiores que a superfície disponível para plantio...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Chuveiro de flores


Vi essa calanchoe na sexta-feira. É uma bastante comum por aqui em calçadas e jardins. De crescimento rápido e de poucas exigências, muitas vezes não a vemos florir porque sua haste é longa e quebra com certa facilidade (principalmente em áreas de circulação) ou então porque é podada.
Essa está num terraço de uma biblioteca. Usaram outro vaso para apoiar a haste e evitar que quebre com o peso das flores, que formam um chuveiro (na verdade, dois), um espetáculo.
Trata-se de uma Kalanchoe daigremontiana. Uma de suas características é a de florescer apenas uma vez - mas a florada é realmente de tirar o fôlego. Depois, a planta, que completou seu ciclo, morre. Mas não sem deixar milhares de filhotinhos.

Clique nas imagens para ampliar

segunda-feira, 9 de março de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Roxo

Tradescantia pallida


A trapoeraba-roxa, coração-roxo, trapoerabão ou simplesmente trapoeraba é uma herbácea suculenta prostada, originária do México, que atinge entre 15 e 25cm de altura. Possui folhas pubescentes muityo decorativas (*).

Para mim, tem cara de casa de vovó, de lembranças da infância. Dizem que as fotos são pouco vistosas. A isso, digo que sim (são pequenas e discretas, também roxas) e que não, já que dão uma luz extra a essa forração. Sem as flores o canteiro certamente não seria o mesmo.
Se quiser mais dela, divida a planta, faça estacas de seus ramos ou, se tiver paciência e uma boa lente de aumento, use as sementes, que não são comumente utilizadas para multiplicá-la, mas são proliferadas pelo vento e outros agentes da Natureza, germinando onde encontrem matéria orgânica e umidade.
Quanto mais sol ela tiver, mais roxa se tornará. Do frio, não gosta muito, mas sobrevive a temperaturas como as de Buenos Aires no inverno (chega a fazer alguns graus abaixo de zero em certos dias) e volta com tudo assim que as temperaturas sobem.


* Fonte: LORENZI, Harry e MOREIRA DE SOUZA, Hermes. Plantas Ornamentais no Brasil. São Paulo: Ed. Plantarum, 2001 (3a edição - p. 381).

domingo, 21 de setembro de 2008

Dietes iridoides - Moréia

Fam. Iridaceae
Dietes iridoides - Moréia

Herbácea perene, ereta, rizomatosa, entouceirada, originária da África do Sul, de 30-50cm de altura, com florescimento decorativo.Folhas partindo da base, em leque, linear-lanceoladas, longas, verde-escuras e coráceas.

OK. Metade disso para mim é, como diz meu irmão, chinês técnico. E olha que copiei apenas o primeiro parágrafo da ficha do livro de ornamentais do Lorenzi...
Cada vez mais sinto necessidade de aprender ao menos o mínimo sobre taxonomia vegetal. Fico inconformada em não saber nada sobre algo que me parece tão fundamental. Na minha expectativa, saber quais as características das famílias das plantas e como identificá-las vai me ajudar muito. Quando? Quando, como costuma acontecer, olho para uma planta e fico frustrada - não por não saber seu nome, mas por não saber por onde começar a procurar. Sair folheando o livro de ornamentais não é algo muito produtivo...

Assucena sugeriu o novo livro de botânica sistemática que acaba de ser lançado pela Plantarum. Será minha aquisição assim que eu tiver tempo para dedicar ao tema. Gastar R$ 80,00 com esse livro no momento não vai rolar.
Fiquei curiosa em saber o que é e para que serve uma tal de chave de identificação que a Plantarum vende por R$ 5,00. Soa como se fosse uma ferramenta bem útil. Fui ver a tal na Livraria Cultura, mas a disponibilidade deles é só para compras via site. Devem comprar da Plantarum só quando há algum pedido...

***

Enquanto isso, alguém sabe indicar um glossário de botânica online?

Petrea Subserrata - Viuvinha




Clique nas fotos para ampliar

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Cozinhando com gerânios

Já sabia que flores de gerânio são comestíveis, apesar de ainda não ter provado essa iguaria. Mas que têm tantos perfumes (rosas, limão, menta...) e que as folhas são igualmente interessantes na culinária eu não desconfiava. É por isso que adoro ler a Fer, do Chucrute com Salsicha e a Neide, do Come-se: porque aprende-se muito e dá-se asas à imaginaginação. Elas falaram dos gerânios aqui e aqui. Divirtam-se!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Petrea

Elas estão participando da aula da Lian Gong, mas o que eu realmente queria mostrar são as maravihosas petreas ao fundo.