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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Buquê de temperos


Fresquinhos. Perfumados. Ciboulette (ou cebolinha francesa), salsinha crespa e erva-curry (Helichrysum italicum). Os tomatinhos cereja foram convidados como figurantes para dar uma corzinha.

sábado, 8 de agosto de 2009

Colheita

Nhami!
Na falta de espaço para uma horta (ou de autorização para usar o espaço que há) posso me divertir com alguns experimentos em vasos. Semeei esses rabanetes em 04 de junho, eles brotaram logo e hoje foram colhidos. São apenas três. O meu estava uma delícia, com gostinho que quero mais (minha Oma diria "Es schmeckt nach mehr").
Com o restante das sementes do pacote produzi brotos de rabanete, que também são/estavam uma delícia (usei para decorar um prato de rizoto com caldo de cordeiro).
E tudo sem uso de agroquímicos. Se bem que não sei se as sementes estavam tratadas... não havia informação na embalagem. Imagino que estavam (o que faz com que deixem de ser 100% orgânicos, but ok).
Agora o mesmo vaso contém sementes de alface. Talvez ainda seja cedo (demasiado frio) para essa alface, mas tudo bem, o pacote tem suficientes sementes para tentar novamente se essas não brotarem.
E voltei a insistir com a cenoura... Os dias são mais longos, há mais sol naquele cantinho, mas ainda pode voltar a baixar a temperatura. Let time surprise me.

Aqui as sementes um tempo depois da brotação, com proteção anti ataques aéreos de pássaros que gostam da terra soltinha e das sementes


Numa embalagem que serve de estufinha e num pote de iogurte cresceram os brotinhos, que são semeados bem apertado e colhidos quando estão apenas com as duas primeiras folhinhas típicas dos dicotileidôneos. A estufinha cria um ambiente auto-sustentável (como os terráreos): planta-se, rega-se apenas uma vez, tampa-se e deixa-se. O que evapora num momento, condensa e volta para a terra e para a planta, num ciclo contínuo.

Hoje, antes da colheita

sábado, 30 de maio de 2009

Horta de outono


Lá no Jardim Botânico Carlos Thays acontecem diversas atividades gratuitas para todo tipo de público. Uma delas é a oficina de horta que acontece ao longo do ano em quatro módulos: horta de outono (participei dessa, nos meses de março, abril e maio), de inverno (começa semana que vem), de primavera e de verão.
Aprendemos de tudo: como usar a pá para preparar o canteiro, como fazer composto orgânico, como semear em sementeira, em linha e a lanço, como repicar, limpar o canteiro, usar a estufa, regar, mas sem o gran finale: como colher. Isso porque semeamos, cuidamos e tal, mas a maioria ainda não está no ponto de colheita. Além do mais, colhemos uma parte, quando muito, porque essa horta educativa também atende escolas e é necessário que as coisas continuem ali, seguindo o ciclo, para mostrar também a floração, a coleta de sementes e o decaimento de cada espécie.



Foi muito bacana conhecer algumas espécies novas para mim, como a borragem, compartir algumas horas das terças-feiras com gente alto astral, trabalhar a terra.
Agora deixo a vaga para outra pessoa, voltarei para visitar e dedicarei esse tempo a trabalhos voluntários na reserva ecológica educativa Ribera Norte.

Mais fotos aqui.


Clique nas imagens para ampliar

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Cochonilhas

Hoje de manhã achei cochonilhas em meu manjericão roxo e na erva cidreira. Elas sugam a seiva das plantas, enfraquecendo-as. Manualmente retirei essas pragas, mas além de controlar, é necessário identificar o motivo delas estarem ali.

Vamos lá: algumas considerações no meu caso:
1.
De modo geral, os temperos são de origem mediterrânea e, portanto, gostam de sol. Bastante sol.
2. Parte de meus vasos de temperos ficam nos fundos da casa, num local onde, nessa época do ano, há pouco (ou nenhum) sol, além do frio que está fazendo... Portanto, aumenta a umidade. Esse conjunto pode enfraquecer a planta, deixando-a mais suscetível a pragas e doenças.

OK, causa provável identificada! Praga combatida (catação manual). O duro vai ser achar um lugar ao sol para elas...

Quando o dano é maior (eu peguei bem no começo e acho que me livrei de todas), emprega-se óleo de Neem (há quem escreva óleo de nim) para fazer o controle. Esse óleo é extraído de uma árvore de mesmo nome e, além do óleo, usa-se sua madeira (muito resistente) e a torta de neem como adubo orgânico que tem também a função de proteger as plantas contra doenças de solo. O óleo de neem não é tóxico para animais de sangue quente, podendo ser ingerida a planta logo depois de tratada. Há inclusive emprego medicinal desse óleo. Infelizmente de nada adianta simplesmente plantar uma árvore de neem no jardim... (em tempo: é uma árvore de crescimento rápido e de porte grande!).

Cochonilhas

Cochonilha de carapaça

domingo, 27 de abril de 2008

Controlar em vez de combater

Quando combatemos e pretendemos eliminar uma praga ou doença utilizando inseticidas podemos estar conseguindo o contrário: que elas se fortaleçam. Isso ocorre porque o veneno (seja ele químico ou NATURAL) muitas vezes mata o predador antes de matar a praga ou a doença. Assim, elas acabam se fortalecendo nesse processo e precisaríamos cada vez de mais venenos mais fortes... Já ouviu falar em penicilina?

Curso de horta orgânica caseira

Mais fotos aqui (com legendas)

Adorei. Mais informação para tirar minha próprias conclusões. Muitas características novas e novos enfoques para repensar, e provavelmente incorporar. Novos pontos de análise, novos enfoques.
Confirmado que não é qualquer luz artificial que permite que uma planta faça fotossíntese: elas precisam de um determinado comprimento de onda (achei estranho ouvir o contrário semana passada...).
O Prof. Marcos Victorino tem um monte de bons argumentos. Agora tenho que fazê-los meus para convencer pessoas de que deve existir um equilíbrio natural, de que pragas e doenças fazem parte do equilibrio.
Frases suas de ontem:
"Temos o conceito de beleza e não o de equilibrio."
"Precisamos pensar no conceito do ambiente."
"Você nunca vê uma praga muito bonita porque são facilmente identificadas por seus predadores."
Resumindo: melhor controlar que combater.
Estava presente no curso Marcelo Noronha, da Minha Horta, que assim como o Prof. Victorino (hortas2004@uol.com.br) implanta hortas comunitárias e domiciliares em São Paulo. Vasos, paredes, telhas, terrenos que já serviram para descarte de entulho e até hortas com rodinha são soluções para ter hortaliças e temperos fresquinhos em casa, na escola, na comunidade.

Esses e outros cursos no Sabor de Fazenda (11 2631-4915).