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domingo, 25 de março de 2012

Sequóia

O Parque Nacional das Sequoias Gigantes é um lugar que eu adorarei conhecer algum dia.
Enquanto isso, comparto o link do Parque e uma foto de uma mudinha que minha amiga Silvia do Sabor de Fazenda está cultivando (veio lá do parque em um kit interessante). Espero que prospere e que possam encontrar um ótimo lugar para que esse gigante possa continuar crescendo e crescendo e crescendo enquanto nós formos encolhendo.



 Sequoiadendron giganteum

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Censo de arbolado urbano

A cidade de Buenos Aires possui um censo das árvores que habitam suas calçadas. O objetivo é possibilitar o planejamento ambiental da cidade, ajudar no combate e enchentes (pois é, isso não é exclusividade de São Paulo...), para permitir o planejamento de manutenção e poda, de plantio e imagino que para mais coisas que ainda não descobri.
Foi realizado em 1990 e refeito em 2000. As informações estão disponíveis para consulta na página do governo da cidade autônoma de Buenos Aires e podem ser consultadas por nome científico ou comum da árvore / arbusto ou por endereço (rua e número, para saber o o nome daquela árvore que você achou espetacular e não conhece). Quando abrimos a ficha de uma árvore específica vemos ainda informações sobre seu estado sanitário ou sobre a quantidade dessa mesma árvore que existe na cidade. Muito legal.
Com muito orgulho agora faço parte de uma equipe de relevadores de árvores, já que esse ano se refaz por segunda vez esse trabalho. Desde segunda estou participando da capacitação. O sistema está muito bem pensado. Se trata de um trabalho muito interessante. Estou certa de que vou aprender muitíssimo nesse processo, vou adquirir um olho clínico apurado. E nem preciso pagar para fazer um curso, hehehe - muito pelo contrário, não enriquecerei, mas vão me pagar para isso.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ameixas

Frutíferas de caroço como as cerejeiras, os pêssegos e as nectarinas possuem belíssimas floradas. Por aqui em Buenos Aires essas pequenas árvores caducas crescem e frutificam bem. E são muito fotogênicas também, apesar de ser complicado captar toda a beleza sem dispor de uma escada, principalmente por causa do contra-luz. Mas vale insistir, depois é só descartar em torno de 98% das fotos ;-) .

Prunus cerasifera - um pé de ameixa ornamental, com folhas de constante vermelho-vinho, cujos frutos têm mais caroço que polpa e muito tanino, não sendo interessantes ao paladar.


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Duas espécies de Prunus comestíveis plantadas numa ilha do Delta do Paraná. Não lembro quantos pés há lá, mas na hora da colheita sei que trouxeram 11 cestos lotados e deixaram um monte para a fauna local. Na foto com os frutos, metade um dos 11 cestos colhidos que ganhei de presente. Doces, deram origem a um bolo, a um mousse de ameixas e a sorbet.

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Esse pé de ameixa é do jardim da casa de amigos aqui em Buenos Aires. Numa área pequena eles têm mais dois pés de ameixa, um quinoto, uma mini-horta, dois tipos de uvas e muitos vasos em todos os cantos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O bairro se vestiu de vermelho

A profusão do arbusto Callistemon sp., podado (ou não) como arvoreta, veste o bairro com sua alegria vermelha. No centro da imagem, a espécie C. rigidus - os frutos permanecem nos galhos enquanto o arbusto continua crescendo.

Clique na imagem para ampliar

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Identificando árvores

O governo da Ciudad Autónoma de Buenos Aires tem um serviço muito bacana.
Se você vê uma árvore na rua, gosta e não sabe qual é, anote o endereço completo. Depis, entre na internet no site do governo de Buenos Aires e saiba qual é a árvore, quais seus nomes botânico e popular, se está em bom estado de conservação e algunas cositas más.
Também há fichas de plantas nativas existentes na reserva ecológica e a possibilidade de pesquisar árvores por nome botânico, popular ou algumas outras características.
Muito útil.


domingo, 2 de agosto de 2009

Olê mulher rendeira

Apresentando a artesã, a Natureza.

Ulmus japonica, Olivos - Buenos Aires.

Polypodium lycioidioides, uma samambaia-trepadeira fácil de encontrar em várias árvores como as tipuanas. Essa é de Visconde de Mauá.

Acer palmatum, Olivos - Buenos Aires.


Clique nas imagens para ampliar e ver os detalhes das rendas

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Destoconadora


Árvores vivem muito, geralmente mais que nós. Mas elas têm seu ciclo e sua decadência e morte, quer seja pela idade ou alguma doença. E às vezes o bicho-homem decide que uma não deve ocupar o espaço que ocupa porque quer utilizá-lo com outro fim, o que sempre é uma pena.
Nesses casos, uma remoção se faz necessária. Cortar a parte aérea pode ser mais ou menos difícil, porém é algo realizável. Já a raiz oferece, geralmente, maior resistência e trabalho em sua remoção, necessária para novo plantio no local.
No congresso de viveiristas encontrei um fornecedor chamado Los Paisajes. Eles possuem equipamento para "destoconar" árvores (retirar tocos). A máquina picota um tronco de até 50cm de altura e chega numa profundidade de 30cm, deixando o local pronto para plantio e os restos de tronco picados misturados à terra para ser reutilizados.
Filmei uma demonstração, mas infelizmente não consigo fazer o upload direto aqui no blog. Convido os curiosos e interessados a verem o filme de 4 minutos no YouTube.
O custo é de $ 200,00 a $ 300,00 para a região de Buenos Aires e eles atendem toda a Argentina e o Uruguai (aprox. USD 55,00 a USD 83,00).





Recomendo uso de protetores auriculares se estiver perto de uma dessas ;-)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Transplantando árvores

Um amigo perguntou se é possível transplantar uma jabuticabeira que ele estima ter 50 anos de idade, apesar de não ser muito grande. Não tenho possibilidade de ver a árvore, estou a mais de 3000km de distância. Tampouco tenho experiência em transplantes de espécies grandes, mas sei que é possível fazê-lo.
Aproveito para postar a resposta que mandarei a ele, porque acho que pode interessar a mais gente e, principalmente, porque quero saber se esqueci algo crucial. Quem quer colaborar?


A pergunta

Olá Elê.

Aqui no terreno em que estão construindo umas casas tem uma jabuticabeira de uns 50 anos. Mas apesar da idade não é nenhum monstro de tamanho.
Seria possível transplantá-la pro meu quintal? Imagino os riscos do trampo mas gostaria de salvar a árvore.
Que acha?
Bjs.


E a resposta

Oi


Não dá para responder de forma curta, porque a cada coisa que escrevo, lembro de mais um aspecto importante. Então, vai em estilo manual mesmo, tentando descrever todos os aspectos envolvidos. Espero que ajude e estou à disposição se ficar alguma dúvida.
Não se assuste com o tanto de informação e, quando decidir e conseguir a autorização (veja o item sobre legislação), faça o transplante e me conte, ok? Pode parecer mais complexo do que realmente é.
Também há empresas que fazem esse serviço, posso procurar se tenho alguma referência aqui para te passar, eles podem te dar um orçamento e assessoria mais experiente.

Mas vamos ao que interessa. É possível sim transplantar a jabuticabeira.


O certo é fazer o transplante com tempo, de forma planejada, fazendo uma sangria. Trata-se de abrir uma canaleta em volta de 1/3 da raiz da árvore, colocar estopa ou saco de juta na parte externa dessa vala e encher com substrato (veja abaixo). Ai espera-se um mês para que esse terço solte novas raízes e faz-se o mesmo com o segundo terço. Mais um mês de espera e faz-se o último terço, já tirando o torrão da árvore e transplantando para o local definitivo.
Esse anel deve ser o mais longe do tronco possível, o legal seria deixar um raio de pelo menos 80cm a partir do tronco. Quanto menos se cortarem as raízes, melhor. É também muito importante que o torrão não quebre ao transplantar a árvore, para não abalar as raízes que ficaram.

Quando for efetivamente fazer o transplante, faz-se uma poda da parte aérea da árvore. Pode dois terços dos galhos e folhas, deixando um terço da parte aérea. Isso serve para a árvore não gastar energia mantendo as folhas e para que não perca água por transpiração, já que a prioridade dela será primeiro lançar novas raízes antes de voltar a crescer folhas. Sem raízes, ela não se alimenta.
O crescimento de folhas pode levar meses até começar. Para saber que a planta continua viva, podemos raspar a parte superficial de algum galho e ver se continua verde, o que significará que a seiva continua circulando. Mas não faça isso demais porque são feridas que ela terá que cicatrizar.

Como estamos no fim do verão (ela vegeta - cresce mais - na primavera e no verão) e quase entrando no outono, a tendencia é ela economizar energias e já não crescer tanto.

[Se precisar acelerar o processo, faça a sangria em duas metades: uma agora, espera um mês e logo retira a árvore.
Se essa espera também não for possível, veja se dá para esperar pelo menos 15 dias, ou então faça de uma vez só... mas ai já é bem mais arriscado.]

Antes de tirar a planta, amarre um cordão vermelho (ou outra cor chamativa) voltada para o norte (ou a parede do fundo, por exemplo, já que o transplante é perto) para poder plantar ela na mesma posição em que estava, pois a planta já está acostumada a essa insolação e direção dos ventos.


O preparo do berço (buraco para onde ela vai): é importante que seja o maior possível.
O buraco deve ser quadrado, assim as raízes encontram uma barreira que conseguem furar (quando é redondo elas muitas vezes enroscam acompanhando a parede e isso funciona como se fosse um vaso e a planta já não se desenvolve tanto quanto poderia).
Ao fazer o berço, peça para fazerem dois montes, um com os 20 a 30cm de cima da terra retirada (essa camada superficial é a parte que contém nutrientes) e outro com o resto. Nessa porção superior, misture calcário dolomítico (não é cal de construção), que ajuda a equilibrar o pH da terra (o ideal é ter um pH neutro entre 6 e 7).
Se quiser, compre o peagâmetro para medir o pH, mas dá para ir por aproximação sem muito erro. Os solos de São Paulo são invariavelmente ácidos, então temos que corrigir o pH (isso se chama calagem) adicionando calcário dolomítico. Se não fizermos isso, não adianta colocarmos outros adubos, pois a planta num solo ácido não consegue absorver os nutrientes (a não ser que seja uma planta que gosta de solo ácido, a minoria).
150g de calcário dolomítico por metro quadrado corrigem um ponto de acidez. Se for fazer sem medição, suba 1,5 pontos - ou seja, use 225g de calcário por metro quadrado. Eu tenho um monte de calcário em casa. Pede ao meu irmão. Está (...), lado direito. É um saco plástico com um pó branco que está aberto e amarrado. Pozinho chato, cuidado para não aspirar! Basta polvilhar naqueles 20 a 30cm mais superficiais que vamos separar e incorporar bem. A calagem deve ser feita pelo menos 30 dias antes.


Quanto ao substrato de plantio, vamos fazer uma mistura de 1/3 de substrato (por exemplo da marca Biomix, à venda no CEASA ou em garden centers como o da Av. dos Bandeirantes - o CEASA é bem mais em conta) + 1/3 de areia de construção média ou grossa (ajuda na drenagem) e 1/3 da terra do jardim que você tirou ao fazer o buraco - aquela camada superficial que recebeu a calagem. Se precisar, complete com algo da parte mais de baixo da terra. Importante quebrar bem os torrões e tirar todas as pedras, lixo etc. dessa terra que sai do berço.
Ainda no plantio, vamos decidir se você irá manter a jabuticabeira de forma orgânica (mais saudável e natural e sem adubos químicos ou agrotóxicos) ou química, com adubos químicos como o NPK e agrotóxicos quando forem necessários (mais fácil). Eu voto pelo orgânico, por se tratar se uma frutífera e porque sei que na sua casa as coisas crescem bem mesmo quando não lhes damos nenhuma atenção. Com o trato do berço na hora do plantio então, irá de vento em popa.


Na hora do plantio, é também muito importante que o nível do chão permaneça o mesmo. É preferível plantar a árvore um pouco mais alta que o chão (15cm), já que a terra irá invariavelmente ceder com o tempo. Não devemos compactar demais senão as novas raízes terão muita dificuldade em crescer. Ela nunca deve ficar mais baixa que o nível do solo, porque se o colo (um ponto entre as raízes e o tronco, não dá exatamente para identificar) for coberto, isso trará doenças futuras (o que pode demorar anos e até décadas para acontecer, mas certamente diminui a expectativa de vida e a saúde da árvore, afetando o crescimento, a frutificação, a resistência).


Para carregar a jabuticabeira há diversas formas, dependendo do tamanho e do peso dela. Uma tentativa pode ser a de passar uma corda no torrão, ai duas ou quarto pessoas erguem o torrão pela corda e mais uma ou duas erguem a copa amarrada (previamente podada como já descrito acima). Ao caminhar, é importante que o torrão vá na frente abrindo caminho, pois facilita o plantio.
Talvez seja necessário um caminhão-munk? Em agosto de 2008 o aluguel de um munk custava entre R$ 80,00 e R$ 100,00 a hora.


Quanto às regas, frequencia e quantidade, a jabuticabeira AMA água, ela bebe muito. O sistema ideal de rega dela é o por gotejamento, ou seja, fica pingando água nela 27 horas por dia, 7 dias por semana (se não chover) para sempre manter a umidade do solo constante. Isso requer a instalação de uma mangueira ou cano de PVC furado que fique pingando sempre e pode ficar no caminho, ficar incômodo se for feito no estilo caseiro. Pode também regar a primeira vez depois colocar uma garrafa PET furada que vá pingado constantemente e que é enchida sempre que necessário.
Um sistema de irrigação automatizado é muito legal, mas requer investimento e o trabalho de uma empresa especializada.
Então, de qualquer forma, lembre-se de regá-la todos os dias até o enraizamento - você saberá que ela enraizou ("pegou") quando começarem a surgir novas folhas. Depois, como ela estará no solo e não num vaso, ela se vira melhor por conta própria e deverá ser regada em épocas de estiagem. Não deixe faltar água para obter mais frutos saborosos!


Legislação
Essa jabuticabeira não pode sair do terreno onde está sem a devida autorização da prefeitura.
A lei municipal de São Paulo no 10.365/87 regulamenta a poda ou o corte (e o transplante) de árvores no município. Ela também diz que se você tiver um "bosque" (três espécies de árvores distintas no mesmo terreno) pode solicitar desconto no IPTU desse imóvel. Mas ai você é bem mais qualificado para estudar a legislação do que eu, divirta-se!
E há uma portaria de no 26/2008 da SVMA que regulamenta de forma mais estrita ainda essa lei, dizendo que árvores poderão, com a devida autorização, ser transplantadas dentro do mesmo terreno no caso de obras.
Saiba disso, pois há multa, implica em compensações ambientais e atinge o dono do terreno, a pessoa que está trabalhando na árvore e demais envolvidos.
Aqui você acha uma listagem da legislação ambiental federal, estadual e municipal.


Do site da prefeitura:
"Para poda de árvores em terrenos de propriedade privada, o munícipe deve obter autorização, mediante solicitação por escrito, na Praça de Atendimento da Subprefeitura do bairro, contendo exposição de motivos e informação sobre a espécie da árvore. Deve anexar também croquis de localização da árvore no terreno, cópia do carnê do IPTU e de comprovante de endereço (conta de água ou luz). A autorização será concedida somente após vistoria do local, efetuada pelo engenheiro agrônomo da Subprefeitura em que está localizado o imóvel.
"
A autorização pode ser solicitada no site, na subprefeitura.


Outros materiais interessantes:
* Manual técnico de arborização urbana da Prefeitura
* Manual técnico de poda da Prefeitura

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

É tudo igual...


Aqui no Partido de Vicente López ("Buenos Aires") a legislação também protege as árvores. Ao menos as que estão nas calçadas - ainda não conheço a legislação para tentar compará-la com a que temos em São Paulo. Portanto, se quiser mexer numa árvore que está em alguma via pública, peça à prefeitura. E tenha paciência. Muita paciência. E persistência para cobrar. E criatividade para mostrar aos demais que sim, você está fazendo algo à respeito!
Como já vi muita coisa pior, esse caso nem me assombra (tanto). Para mim, o estado das raízes nem é tão caótico assim, mas, a julgar pelo teor da carta, o morador já deve ter tido inúmeras reclamações de transeuntes e efetivamente se preocupa pelos tornozelos do que ali transitam.


O pedido feito à prefeitura que está afixado na árvore é de julho de 2008, referindo-se a um processo iniciado em março de 2007... O inspetor veio, disse que informaria ao setor responsável para que o problema fosse solucionado e, adivinhem? Nada.


Clique nas fotos para ampliar

sexta-feira, 19 de setembro de 2008