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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Deu fome? Que tal comer flores?





Quando era criança me ensinaram a chupar o néctar de umas flores vermelhas (Salvia coccinea), depois vi que usavam o amor-perfeito (Viola x wittrockiana) para decorar pratos e que inclusive a vendiam (caro) no Pão de Açúcar. Essa ainda não provei... Também está em minha lista de pendências provar as flores de abóbora*. Provei pétalas de rosas. E flores de Sedum acre.
Há muitas e muitas mais para provar...
As da foto são Capuchinhas (Tropaeolum majus) que aprendi a comer no curso de jardinagem gastronômica do Sabor de Fazenda. As folhas foram recheadas com ricota temperada com maionese, cenoura ralada, ciboulette, sal e pimenta. Sucesso total de público e bilheteria!

Um amigo meu diz que todas as flores são comestíveis, mesmo as de plantas venenosas para o homem, já que as flores não possuem venenos para atrair seus polinizadores. Será? Alguém pode corroborar essa informação? Se assim for sairei provando flores adoidadamente...

Próxima na lista: aloe (aqui também).


Check! Fiz recheadas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Alhos e bugalhos

Alhos, ok. Mas bugalhos? O que são bugalhos?
Uma breve busca na internet me levou a essa definição encontrada no Yahoo Respostas:

O motivo de as pessoas confundirem os dois se deve ao fato de ambos serem angiospermas.
Alho é o nome comum dado às várias espécies do gênero Allium, da família das aliáceas. Por outro lado, o bugalho é também conhecido como noz-de-galha. Trata-se do cecídio do carvalho, protuberância esférica e que contém formações semelhantes a tubérculos, contendo alta concentração de tanino. Bem, realmente à primeira vista são meio parecidos e as pessoas podem confundir.

Esquerda, um alho e direita, um bugalho

Fonte(s): Coluna Ooops - UOL - 17/02/2005

OK, convincente.

***

Agora vamos ao que interessa: os alhos que plantei aqui em casa (xi, já tô chamando a casa dos meus pais de minha... Faz um ano que estou aqui).

Tudo começou com dentes de alho já brotados (demais) para consumo na cozinha e minha eterna curiosidade em ver crescer aquilo que na prateleira do supermercado já vem 'pronto'. Também do fato das flores de alho serem lindas (à venda no CEASA, como flor de corte para decoração e arranjos florais) e de eu nunca ter visto uma aparecer como num encanto dentro de um vaso meu.
Ainda não cheguei na flor (e não sei se as chuvas permitirão que a planta sobreviva até lá), mas pelo menos sei que as cabeças de alho estão se formando a contento.
Hoje fui obrigada a tirar duas das plantas do vaso - chove e chove e chove e chove copiosamente nessa cidade e tudo anda mais para plantas palustres que para horta por aqui no momento. A parte aérea de duas plantas de alho havia apodrecido, então pude saciar minha curiosidade e ver o que estava acontecendo debaixo da terra.
Eis o resultado:

Allium sativum

A cabeça mais formada com dentinhos imaduros porém já aromáticos, foi pra panela ontem compor um delicioso molho para bifes bem altos de filé mignon cozidos ao ponto. Nham! Não sobrou nada para contar estória (nem sequer tempo para a foto).

Alguns dados do plantio de alho:
Quatro dentes já brotados foram plantados em abril;
Um deles não quis seguir viagem já logo no começo;
Dizem que para a cabeça se formar melhor, deve-se dar um nó na parte aérea, assim a seiva se concentra na raíz. Isso foi feito em outubro;
Após muitos dias de chuvas muito fortes, duas plantas não aguentaram. Hoje retirei as cabeças em formação da foto acima. Uma delas estava até dando uma segunda cabeça.
Uma planta continua no vaso, sem nó, para ver se chego até a inflorescência (acho que não...).

==> 09DEC09: essa semana colhi a outra cabeça de alho, já mais desenvolvida. Não agüentou a chuva... Beleza, agora o vaso está livre para a próxima plantação ;-)