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terça-feira, 18 de maio de 2010

Granizo catástrofe - efeitos colaterais


Passou-se um mês desde o granizo catástrofe e o bairro continua com montanhas de telhas que tomam as calçadas. A prefeitura continua retirando, mas novas voltam a crescer. Felizmente dia 10 o vidraceiro consertou nosso telhado de vidro e os vidros laterais e sexta e sábado passados o 'techista' (telhadista? telheiro? 'arrumador' de telhados?) trocou as telhas. Mas ainda há muitas casas com gente andando pelos telhados. E desde aquele dia não voltou a chover! Caíram umas gotas para deixar todo mundo preocupado, mas nada que possa ser chamado de chuva, o que por um lado é um alívio, com tantos telhados propensos a goteiras, por outro, um problema: as plantas sentem e nós ficamos com o receio de como será a chuva vindoura...

Nossa montanha particular

Montanha cortante

terça-feira, 27 de abril de 2010

Granizo catástrofe


18 de abril de 2010, Olivos - Buenos Aires, Argentina


Alguém já viu a Terra se defendendo dos constantes ataques sofridos pelo ser humano e seu 'desenvolvimento'? Até domingo retrasado eu podia me considerar sortuda por nunca ter passado por um tsunami e nem ter estado presente em catástrofes consideradas naturais como vulcões ou terremotos (que não sofrem interferência do homem - será?).
Depois de me sentir apedrejada dentro do trem e não dar muita bola (afinal, granizo é algo conhecido), me espantei com o tamanho das bolas de gelo que pintavam de branco o gramado da praça que fica ao lado da estação de trens.

A foto não é muito boa, era noite

Mesmo assim, não dei muita bola... Mas quando vi uma reunião de vizinhos na rua falando sobre o assunto e mais ainda quando entrei em casa e vi o tamanho real da coisa (as bolas da praça já estavam bastante derretidas) comecei a achar tudo muito absurdo e sobrenatural.
O 'cambio climático' (como se diz por aqui) demonstrou a força da Natureza: fomos 'agraciados' com uma tempestade de granizo onde os gelos eram do tamanho de laranjas (ou bolas de tênis, se preferirem uma comparação de tamanho menos variável). Durou cerca de 10 minutos, mas foi 'eficiente' e seu rastro de destruição pode ser apreciado pelo bairro e ficará presente por mais um bom tempo. Uma semana depois ainda há muitíssimas casas com telhas quebradas (inclusive a de meus pais), as pilhas de telhas, vidros, lâminas plásticas e toldos se amontoa nas calçadas do bairro, carros com amassados e vidros quebrados agora fazem parte da paisagem. Dá-lhe judiar da pobre Gaia... Finalmente Ela resolveu se defender!

Quem não tem teto de vidro que atire o primeiro granizo

Vocês acham que se tivesse tirado a cadeira do meio do gramado ela teria sobrevivido ao incidente? Não tenho certeza... Havia outras três empilhadas debaixo do telhado da churrasqueira e, não perguntem como, só a última debaixo ficou inteira...

Os bairros de Olivos, Martinez e região foram os mais atingidos. Vê-se gente andandando por tudo quanto é telhado.

Se não são pilhas assim, são caçambas pequenas ou grandes ou sacolas de entulho se acumulando pelas calçadas - a prefeitura não dá conta de recolher.

O bom é que ninguém que conheço se machucou. Então brindemos: enquanto uns tomam whisky com gelo do glaciar Perito Moreno, brindamos com coca light e "gelo dos deuses" ;-)


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