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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Separador de grama caseiro

Recicle, reuse, repense.

Eu reciclava e ainda reciclo (em São Paulo é mais fácil que aqui).
Reuso o que posso - as garrafas PET com paredes lisas aqui em casa viram separador de grama.
E repenso também - deixei de comprar água com gás em garrafas descartáveis - gerava MUITO lixo. Agora tenho um 'sifón automático' - uma garrafa que suporta pressão. A gente enche com água (uso torneiral mesmo), atarraxa uma garrafinha e gás que parece um extintor de incêndio, ele gasifica a água e voilá: água com gás.


Vejam abaixo como faço o separador de grama caseiro de garrafas PET.



A matéria-prima: tire o rótulo (e recicle - ainda não achei utilidade para ele...), corte a parte de cima e o chão também (o chão serve como vasinho para reproduzir suculentas - basta furar com um prego aquecido na chama de uma vela)


Achate o cilindro e marque a dobra passando o cabo de uma tesoura, o de uma chave de fenda... Logo, encaixe um cilindro no outro e seu separador de grama estará pronto. Se considerar demasiado largo, grampeie as juntas e corte pela metade - use a parte dobrada para cima, assim não entra terra e fica melhor acabado. Costumo enterrar até ficar, de preferência, imperceptível.


Dessa vez usei o separador para começar algo que venho querendo resolver há algum tempo. Temos um telhado sem calha na churrasqueira e a água da chuva deixa a faixa mais próxima ao piso sempre muito úmida. Resultado: a grama não cresce (principalmente se juntarmos à isso o fator sombra...). Solução: colocar uma faixa de pedras, do mesmo tipo que usei em outro pedaço, debaixo da torneira.
Para fazer bem feito, cortei a terra com uma pá reta (com cuidado porque sabia da existência de encanamentos no local), retirei, coloquei o separador de grama para evitar que a terra invada as pedras, acrescentei isopor picado, areia grossa e manta bidim para ajudar na drenagem e logo cobri com as pedras. A grama da 'fronteira' está feia, nivelei com areia grossa e agora veremos se ela, com o aumento da temperatura, crescerá melhor. De qualquer maneira, pretendo fazer um canteiro num dos lados, então a grama desaparecerá mais cedo ou mais tarde.


Antes - modificar a altura da grama seria complicado e cheio de barro, então mantive a curvatura. Na parede há ganchos para prender paredes de plástico em dias de chuvas - devem continuar disponíveis.




Durante - corte, retirada da terra num balde para ter menos trabalho depois, colocação do divisor, do isopor picado à mão (na parede vêem-se as marcas indicando os encanamentos) e da manta geotêxtil de drenagem


E depois - as marcas da parede foram feitas com gesso e desaparecerão com as chuvas (podem ser lavadas também). Com o tempo a grama crescerá na parte que foi nivelada com areia (se o canteiro planejado para o local não surgir antes disso, claro)

Ainda tenho pedras suficientes para fazer o acabamento do outro lado do caminho de tijolos, que é mais comprido. Para os fundos precisarei fazer nova compra. Ainda bem que a manta que tenho é suficiente, porque ainda não consegui comprar por aqui.

Assim vou montando os canteiros aos poucos - uma vez decidido o formato e conhecidas as condições do local, fica mais fácil decidir sobre plantas e acabamentos. A Phaius do post anterior é o começo de um desses canteiros.


Clique nas imagens para ampliar